Nacional
Opera��es suspeitas no governo de FHC
| FOLHAPRESS Brasília O período analisado pela Comissão vai de 2000 a 2005. A CPI teve a ajuda de uma força-tarefa composta por técnicos do Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Bolsa de Valores de São Paulo e BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Há operações suspeitas no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), mas nos casos de algumas fundações a CPI constatou perdas recorrentes com as mesmas corretoras e distribuidoras a partir de 2003, como a Prece, a Real Grandeza (Furnas) e a Nucleos (estatais nucleares). A CPI relacionou as corretoras e distribuidoras envolvidas em operações que trouxeram supostas perdas superiores a R$ 1 milhão aos fundos, entre elas a Laeta e a Bônus-Banval. Segundo relatórios da CVM, há indícios de que as duas instituições estão envolvidas com lavagem de dinheiro. Pelo menos dois nomes podem ligar as perdas de um dos fundos (Nucleos) ao PT: Christian de Almeida Rego, operador da gestora de recursos Arbor, e Rogéria Costa Beber. Christian é irmão de Murilo de Almeida Rego, amigo pessoal e ex-assessor do prefeito petista de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias (PT), quando exerceu mandato de deputado federal. Rogéria é mulher de Murilo.