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Procurador-geral � acusado de defender o Planalto

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| Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - Integrantes da CPI dos Correios atacaram ontem o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, por ter descartado pedido de prisão preventiva do publicitário Marcos Valério de Souza feito pela comissão. Parlamentares insinuaram que ele estaria defendendo interesses do Palácio do Planalto. ?O Ministério Público se precipitou em desqualificar o meu pedido. Ele não deve ter lido o laudo técnico da Polícia Federal. Do jeito que vai a Polícia Federal não vai chegar a lugar nenhum?, disse Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da comissão. A CPI pediu anteontem à Polícia Federal, pela segunda vez, a prisão preventiva de Valério por suposta obstrução das investigações. Ele estaria modificando a contabilidade de suas empresas, alterando documentos e destruindo provas. Também pela segunda vez Antônio Fernando rejeitou a medida no momento. Ele é o responsável por pedir a prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Serraglio citou laudo da PF que apontou que a DNA e a SMPB, empresas de Valério, imprimiram 80 mil notas fiscais falsas e emitiram pelo menos quatro delas para justificar o recebimento de recursos de empresas públicas com as quais mantinham contrato, como o Banco do Brasil e a Eletronorte. ?Os trabalhos periciais têm sido dificultados pelas constantes alterações na documentação e nos registros contábeis das empresas do grupo. Isso tem dificultado o rastreamento da origem e do destino dos recursos?, diz um trecho do documento. A Procuradoria Geral da República não quis comentar as declarações, mas reafirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há elementos para pedir a prisão preventiva do publicitário. ?Parece que ele tem uma ordem para não prender as pessoas envolvidas nesse caso. É o engavetador-geral da República.?, afirmou o relator-adjunto, deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ).

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