Nacional
Pistoleiros apontam mandante de crime
| Kátia Brasil Folhapress Belém, PA - O julgamento dos acusados de assassinar a missionária Dorothy Stang começou ontem, em Belém (PA), com Rayfran das Neves Sales (o Fogoió) e Clodoaldo Carlos Batista (o Eduardo) assumindo o crime e atribuindo a ordem de matá-la a Amair Feijoli da Cunha (o Tato), que era apontado nas investigações da polícia e do Ministério Público como intermediário entre os pistoleiros e os mandantes do assassinato. Nascida em Ohio (EUA), mas naturalizada brasileira, a missionária Dorothy Stang foi abordada, no dia 12 de fevereiro, por Fogoió e Eduardo quando se dirigia a uma reunião com agricultores na zona rural de Anapu (PA), cidade em que vivia. Foi assassinada, aos 73 anos, com seis tiros. Morando desde os anos 70 no Brasil, Stang trabalhava pela implementação de um Projeto de Desenvolvimento Sustentável em área reivindicada por fazendeiros e grileiros. Segundo as investigações do Ministério Público e da polícia, os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura (o Bida) e Regivaldo Pereira Galvão (o Taradão) foram os mandantes do crime. O julgamento foi suspenso às 20h de ontem e será retomado hoje.