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Nacional

PFL quer votar convoca��o de Palocci

| Silvio Navarro Folhapress Brasília - A oposição no Senado entra hoje dividida para a sessão da CPI dos Bingos agendada para votar a polêmica convocação formal do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) para prestar depoimento sobre denúncias de corru

Por | Edição do dia 13/12/2005 - Matéria atualizada em 13/12/2005 às 00h00

| Silvio Navarro Folhapress Brasília - A oposição no Senado entra hoje dividida para a sessão da CPI dos Bingos agendada para votar a polêmica convocação formal do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) para prestar depoimento sobre denúncias de corrupção durante sua gestão na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Ontem, dois grupos de senadores de oposição trabalhavam de forma distinta nos bastidores para resolver a questão. De um lado, o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), defendia a aprovação do requerimento que exige a ida do ministro para “não desmoralizar” o presidente da CPI, Efraim Morais (PFL-PB). “Se os 15 integrantes da comissão estiverem presentes estou convencido que o presidente da CPI não sairá desmoralizado”, disse Agripino, cujo grupo somaria 6 dos 15 votos da comissão, entre eles o do relator, Garibaldi Alves (PMDB-RN). O presidente da comissão só vota em caso de empate. O grupo que tenta forçar a ida do ministro esbarra na resistência do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que defende “um caminho intermediário” para se dirimir a polêmica, com o apoio de Tasso Jereissati (PSDB-CE). “Até amanhã (hoje) ainda pode se encontrar uma forma para não desprestigiar nem o ministro nem o presidente da CPI”, disse ACM. Outro voto decisivo é o do PDT. Na semana passada, Augusto Botelho (RR) frustrou a oposição ao ficar ao lado do governo. Hoje, deverá ser substituído caso mantenha a posição. “É a última opção [substituí-lo], mas poderá ocorrer se ele [Botelho] não quiser acompanhar a orientação da bancada”, disse o líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR). Ontem, Botelho foi reticente e sinalizou que tentará convencer sua bancada a votar por um novo “convite” ao ministro, proposta que deverá ser refeita pelo PT, com o respaldo de ACM. A polêmica sobre a convocação de Palocci se arrasta há mais de um mês e teve seu desfecho adiado sucessivas vezes devido às manobras governistas. Para resolver o impasse, o governo aceitou negociar a ida do ministro, mas por “convite” - que pode ser recusado - e não por convocação. O próprio presidente da CPI foi encarregado de acertar a data do depoimento, mas a recusa de Palocci na semana passada irritou parte da oposição, especialmente Efraim, que classificou a negativa como “desrespeito”. Desgastado com o fracasso das conversas com Palocci, o presidente da CPI tentou colocar em votação a convocação do ministro na última quarta-feira, mas recuou devido à ameaça de ser derrotado. Na ocasião, além do voto de Botelho, a oposição não contaria com o de Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que faltou à sessão. O PT possui três vagas na CPI e para essa votação tem prometidos mais três ou quatro votos: um do PL, um do PC do B e até dois do PMDB. A saída negociada pelos petistas é acertar um novo “convite” para a ida de Palocci no próximo ano, o que aliviaria o desgaste de uma convocação.

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