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Deputados livram Queiroz da cassa��o

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| ROSE ANE SILVEIRA Folha Online A Câmara dos Deputados absolveu ontem o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) do processo por quebra de decoro parlamentar e rejeitou o parecer do deputado Josias Quintal (PSB-RJ) que pedia a cassação do mandato parlamentar. Foram 250 votos contra a cassação, 162 a favor, 8 brancos, 22 abstenções e 1 nulo. Ao todo, votaram 443 deputados. Queiroz é acusado de intermediar a transferência de recursos sem prestação de contas ou comprovação da origem, entre a agência de publicidade SMP&B, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, e o PTB. A votação foi secreta, por meio de cédulas, e teve início às 21h20, com 410 deputados em plenário. No total, 443 parlamentares votaram. Antes da votação, o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) subiu à tribuna para defender a cassação de Queiroz. Ele substitui Quintal, relator do processo contra o petebista no Conselho de Ética, que foi internado ontem para submeter-se a um cateterismo. Trad mostrou indignação com a carta divulgada pela defesa de Queiroz com trecho de declarações feitas por integrantes do conselho. ?Esta carta recebida por todos os deputados leva a pensar que o conselho foi inconseqüente e falsário nas idéias que pretende defender. A carta é um ato de defesa e cita declarações e não registra a verdade?, disse. Na carta, distribuída aos deputados nesta semana, Queiroz alega inocência por não ter utilizado os R$ 452 mil sacados das contas de Valério. ?Nenhum tostão foi mesmo parar no bolso de Romeu Queiroz, mas a quebra de decoro não se aplica só quando se trata de benefício próprio, mas também de benefício de outro. E neste caso, o deputado Romeu Queiroz intermediou o dinheiro entre o PT e o PTB para favorecer o seu partido?. Defesa Os advogados abriram mão da defesa, que foi feita pelo próprio deputado. Queiroz alegou inocência e disse não ter usado dinheiro do valerioduto. Em sua defesa, argumentou que não estava em Minas Gerais quando foram distribuídos os R$ 350 mil dos R$ 402 mil que teria sido repassados para ele. ?Não vou recorrer a nenhum órgão fora da Câmara porque confio nos órgãos da Casa.? Ele disse que estava seguro que os deputados iriam entender que ele estava cumprindo funções partidárias como presidente do PTB de Minas Gerais e que não poderia ser condenado por isso.

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