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Nº 5735
Nacional

Brasil deve alcan�ar metas de sa�de

Especialistas em saúde infantil do mundo todo publicaram os primeiros resultados de um sistema programado para descobrir o que ajuda a diminuir índices de mortalidade infantil. Os dados mostram que apenas 7 dos 70 países monitorados - o Brasil entre eles

Por | Edição do dia 18/12/2005 - Matéria atualizada em 18/12/2005 às 00h00

Especialistas em saúde infantil do mundo todo publicaram os primeiros resultados de um sistema programado para descobrir o que ajuda a diminuir índices de mortalidade infantil. Os dados mostram que apenas 7 dos 70 países monitorados - o Brasil entre eles - deverão alcançar os chamados Objetivos do Milênio, que estabelece a meta de reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015. Junto com o Brasil estão México, Bangladesh, Egito, Indonésia, Nepal e as Filipinas. Um porta-voz do grupo internacional que desenvolveu o projeto afirmou que a maior igualdade no tratamento de ricos e pobres foi um dos fatores que ajudou no sucesso desses países. Os 7 países que devem conseguir alcançar os Objetivos do Milênio têm números bem diferentes no que diz respeito ao investimento em saúde. O Brasil é um dos que mais investe, com US$ 206 gastos por ano per capita. O México, por exemplo, investe US$ 379 por ano per capita, enquanto Bangladesh gasta apenas US$ 11 por ano per capita, o mesmo gasto por países como o Iraque. Mas o projeto revela que México e Brasil, que gastam mais, e Nepal, que tem o menor gasto, têm histórias de sucesso e modelos que possivelmente poderiam ser usados por outros países. Segundo dados de 2005 da Divisão de Políticas e Planejamento de Saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef), a taxa de mortalidade em crianças com menos de 5 anos no Brasil, em 1990, era de 60 crianças para cada mil nascidas. Em 2004, o número diminuiu para 34. A meta brasileira para 2015 é de 20 crianças com menos de cinco anos mortas a cada mil nascidas. O México, em 1990, tinha um índice de crianças com menos de 5 anos mortas de 46 para cada mil nascidas. Em 2004, o número era de 28 para cada mil nascidas. E a meta para 2015 é de 15 crianças mortas para cada mil nascidas. O grupo internacional de especialistas publicou o que eles esperam ser o primeiro de uma série de relatórios, que deverão ser divulgados a cada dois anos. O relatório divulgado semana passada foi o Contagem Regressiva para 2015: Acompanhando o Progresso na Sobrevivência Infantil. A idéia do projeto é que com o uso de monitoramento e comparação de intervenções simples, é possível identificar os países que estão tendo dificuldades e precisam de ajuda e identificar onde estão os problemas.

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