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N�mero de m�es adolescentes teve leve queda em 2004

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| JANAINA LAGE Folha Online Rio de Janeiro - A proporção de nascimentos em mães menores de 20 anos caiu de 20,8% em 2003 para 20,6% em 2004, revela a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor percentual desde 1997, quando a proporção havia sido de 20,4%. A análise da série histórica da pesquisa mostra que a proporção de nascimentos em mães adolescentes subiu de 18,1% em 1994 para 20,6% em 2004. Segundo o IBGE, desde 2001 há uma estabilização da proporção de registros de nascidos cujas mães são adolescentes, num patamar em torno de 20%. De acordo com o instituto, o aumento na proporção de nascimentos em adolescentes e jovens menores de 20 anos durante a década passada decorreu também da alteração no padrão relativo da distribuição do total de nascimentos por grupos etários de mulheres. O padrão de fecundidade das brasileiras, que era tardio, com maior participação das mulheres de 25 a 29 anos, até a década de 1970, passou a ser jovem nos anos de 1980, com maior proporção de nascimentos oriundos de mulheres de 20 a 24 anos (30,7% dos nascimentos em 2004). Entre 1994 e 2004, a proporção de mães adolescentes cresceu mais nas regiões Nordeste (18,4% para 23,9%), Norte (20,8% para 25,4%), Sul (17,8% para 19,1%) e Sudeste (17,0% para 17,7%) e caiu na Região Centro-Oeste (22,7% para 22,1%). Os estados com maiores percentuais de nascimentos entre mães adolescentes foram Maranhão (26,4%) e Tocantins (27,4%). No outro extremo, Distrito Federal (16,1%) e São Paulo (16,9%) apresentam os menores percentuais do País. Na maioria dos casos (97,8%), os nascimentos no País ocorreram em unidades da rede hospitalar e em 2,1% dos casos nos domicílios. Acre e Amazonas lideram em volume de partos no domicílio, com 15,3% e 13,5%, respectivamente. ### Violência atinge mulheres mais jovens A pesquisa do IBGE mostra que as mortes violentas entre jovens estão deixando de ser um fenômeno exclusivamente masculino. Segundo a pesquisa, os óbitos violentos (relacionados a homicídios, suicídios, acidentes de trânsito) de mulheres de 15 a 24 anos passaram de 28,3% em 1990 para 33,8% em 2004. O percentual do ano passado é menor do que o de 2003, de 34,1%. Nas áreas mais desenvolvidas do centro-sul do País, os óbitos violentos entre mulheres jovens chegaram a quase 40%. No Nordeste, a taxa passou de 24,3% em 2002 para 25,7% em 2004 e no Sul, de 39,3% em 2002 para 41,3% em 2004. Ao longo da década de 1990, a violência aumentou em praticamente todas as regiões do País, atingindo prioritariamente o sexo masculino, cuja incidência chega a ser mais do que o triplo em relação ao sexo feminino. A proporção de óbitos masculinos ligados a mortes violentas passou de 14,2% em 1990 para 16,2% em 2002, mas declinou para 15,7% em 2004. Entre as mulheres, a taxa foi de 4,45%.

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