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Bomba fere 15 pessoas na 25 de Mar�o
| Folhapress São Paulo Uma bomba caseira explodiu na rua 25 de Março, no centro da cidade de São Paulo, por volta das 16h de ontem, véspera do dia de Natal, ferindo ao menos 15 pessoas. Uma mulher sofreu traumatismo craniano e foi internada em estado grave. No momento da explosão ao menos 100 mil pessoas circulavam pela rua, uma das principais áreas comerciais da cidade, conhecida pelos preços baixos e por ser um paraíso da ilegalidade e do contrabando. Durante todo o dia, cerca de 800 mil pessoas passaram pela região, segundo a União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco). Com o deslocamento de ar provocado pela explosão, uma das vítimas foi arremessada da calçada. Os feridos foram levados aos prontos-socorros da Santa Casa e do Hospital do Servidor Público Municipal, onde permaneciam em observação. Até o início da noite de ontem, a polícia ainda não sabia quem havia ?plantado? a bomba caseira - um extintor de incêndio pequeno cheio de pregos - dentro de uma lixeira na 25 de março. Sem pistas ?Não temos pistas, por enquanto, de quem poderia ter feito isso?, disse o capitão da Polícia Militar Walmir Martini. Designado pelo prefeito José Serra (PSDB) para acompanhar o caso, o subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, trabalhava com a hipótese de o crime ter sido praticado como uma forma de retaliação à fiscalização antipirataria, que se tornou mais freqüente na região no último mês. Diversas lojas foram fechados em blitze e barracas de camelôs apreendidas. O inspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM), José Aparecido César, disse que a bomba explodiu perto dos guardas que faziam a fiscalização dos ambulantes. Mas, segundo Matarazzo, no momento da explosão não estava havendo nenhum tipo de confronto com os camelôs. Uma hora depois da explosão, a polícia já havia isolado a área próximo ao local da explosão -num raio de 50 metros a partir do número 1.031 da 25 de março. Nesse trecho da rua há pequenas lojas que vendem roupas, brinquedos e enfeites de Natal. Um semáforo de pedestres ficou destruído. Até as 20h30 de ontem, equipes especializadas em explosivos da polícia paulista percorriam a área em busca de novas bombas. Segundo o presidente da entidade, Jorge Sucar Dib, comerciantes da região se reuniram há poucos dias com autoridades da polícia e da prefeitura e demonstraram preocupação com a venda de fogos de artifício na 25 de março. ?A polícia proíbe rojão nos estádios, mas faz vistas grossas para a venda desse produto na rua. Tem ambulante que até solta fogos durante o dia, além de outros com carrinho de comida com bujão de gás. E agora tem essa história de bomba. É preciso aumentar a fiscalização?, afirma Dib, que não tinha nenhuma pista sobre a autoria do atentado.