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CPI come�a a ouvir diretores de fundos de pens�o no dia 11

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| FELIPE RECONDO Folha Online Brasília - O sub-relator de fundos de pensão da CPI dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), marcou para o dia 11 de janeiro o primeiro depoimento de representantes de fundos de pensão que obtiveram perdas milionárias em investimentos nos últimos cinco anos. Os primeiros a prestarem depoimento serão três diretores de investimento do fundo Prece, da Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae). Na semana seguinte, serão chamados os diretores do fundo Nucleos, fundação de previdência dos empregados das estatais de energia nuclear. Prece e Nucleos foram os fundos que apresentaram maiores perdas em operações com corretoras nos últimos cinco anos, de acordo com investigações da CPI dos Correios. Para adiantar a apuração de possíveis irregularidades em ambos, ACM Neto quer ouvir os sócios das corretoras que operavam com esses fundos. Os donos da corretora Euro, Dillon, Quantia e Laeta terão de explicar à CPI as operações que geraram perdas e a coincidência de operarem, todas, com os dois fundos que mais tiveram perdas. A desconfiança é de que, até 2002, a Prece tenha sido usada no Rio de Janeiro para desviar recursos para o PT. Depois, o esquema teria mudado de mãos com a eleição de Anthony Garotinho. O então governador teria trocado diretores do fundo e nomeado gente de sua confiança na Cedae. Por conta disso, a suspeita é de que petistas tenham transferido o esquema da Prece para o Nucleos, operando inclusive com as mesas corretoras. Mensalão para Valério Integrantes da CPI dos Correios investigam um possível pagamento de comissão para que o empresário Marcos Valeiro Fernandes de Souza intermediasse o desvio de recursos da Visanet em favor do PT. Seria o mensalão de Valério, como chamaram alguns investigadores. O valor está expresso na prestação de contas apresentada nesta semana pelo relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), e equivale a 7% dos recursos antecipados pela Visanet à DNA, já descontado o pagamento de CPMF. Entre 2003 e 2004, o Banco do Brasil teria liberado R$ 91,1 milhões à empresa de Valério para serviços de publicidade da Visanet. Desse total, o empresário mineiro retirou R$ 6,427 milhões na forma de comissão ou para distribuição de lucro. ?Segundo documentos apresentados por Marcos Valério, no período de 07/10/2003 a 24/05/2005, a DNA retirou dos recursos recebidos da Visanet o total de R$ 6.427.900,00 a título de comissão pelos serviços prestados?, informa o relatório. O relator da CPI afirmou que a retirada dos recursos para distribuição de lucros é ?contabilmente irregular? e disse que o valor será investigado. Até o momento, a CPI apontou que aproximadamente R$ 20 milhões dos recursos destinados à Visanet foram parar no valerioduto.

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