Nacional
Edinho acompanha depoimentos
O ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, acompanhou ontem os depoimentos de testemunhas de defesa no processo em que é acusado de associação ao tráfico de drogas. Preso em junho com outras 11 pessoas supostamente envolvidas com venda de drogas na Baixada Santista, Edinho deixou a Penitenciária 2 de Tremembé (138 km de São Paulo) no último dia 17, beneficiado por uma liminar em habeas-corpus concedida pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira (27), acompanhado do pai, Edinho visitou o Instituto do Padre Haroldo, uma clínica para reabilitação de dependentes químicos em Campinas (95km a noroeste de São Paulo), e disse que ainda sente vontade de usar drogas. ?A vontade de usar drogas a gente nunca perde. É como beber, fumar, criar hábitos. Tenho um hábito e vim superar isso?, disse o filho de Pelé. Em tom de desabafo, Edinho afirmou que nunca foi ameaçado na cadeia. ?Quem plantou isso foi a polícia que me prendeu. Fui muito bem recebido e mando mensagem de paz e esperança a todos os que estão presos. A vida na cadeia foi uma lição dura que tive?, afirmou o ex-goleiro, que voltou a negar envolvimento com o traficante Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho. O ex-goleiro foi avaliado por uma psicóloga e voltou para casa com o pai. Ainda será marcada uma data para ele iniciar o tratamento, que dura, no mínimo, seis meses. A clínica cobra, em média, R$ 1,2 mil por mês. O instituto é considerado um dos mais rígidos do Estado, mas Edinho diz não acreditar que terá problemas de adaptação. ?Não é mais rígido do que o lugar de onde eu vim [prisão]?. O ex-goleiro é réu em um processo por associação ao tráfico de drogas que tramita no Fórum Criminal da Praia Grande. Ele é acusado de ter ligações com Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, apontado pela polícia como um dos principais traficantes do litoral sul. Edinho nega as acusações e disse ser apenas dependente de drogas. Dos presos na operação que teve como base escutas telefônicas, apenas ele e o advogado Nicolau Aun receberam direito de responder em liberdade.