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Tapa-buraco recupera estradas federais

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| LEONARDO GOY Agência Estado Foi publicada ontem no Diário Oficial da União a Medida Provisória 273/05, que concede R$ 516 milhões em créditos extraordinários ao Ministério dos Transportes. A decisão do governo de recuperar emergencialmente estradas pegou de surpresa os técnicos do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infra-Estrutura (DNIT). Com a decretação, pelo presidente Lula, do estado de emergência em estradas federais, a operação tapa-buracos nessas rodovias mais prejudicadas poderá ser feita sem licitação. Até ontem, os técnicos não haviam concluído o plano de ações para a realização de obras emergenciais em 10 mil km de rodovias federais que foram transferidas aos estados pela Medida Provisória 82, de 2002, no final do governo Fernando Henrique. Recentemente, Lula afirmou que vários governadores usaram esses recursos para outras despesas, como salários do funcionalismo, deixando as estradas federais se deteriorarem. Às pressas, ainda na noite de terça-feira, os técnicos montaram uma força-tarefa para definir as áreas prioritárias em que a operação tapa-buraco acontecerá primeiro. Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério dos Transportes achou inconveniente o anúncio do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava exigindo, para até esta sexta-feira, a apresentação de um plano para que sejam iniciadas, já em janeiro, intervenções nos trechos mais problemáticos dessas rodovias. Tanto é que, logo após o anúncio de Bernardo, foi iniciada uma reunião entre técnicos do DNIT e do Ministério, que se estendeu até a meia-noite. Ontem, logo pela manhã, uma nova reunião foi realizada e, depois, os técnicos passaram o resto do dia trabalhando na proposta que será apresentada hoje ao presidente Lula. A expectativa é de que o anúncio das rodovias contempladas com as benfeitorias seja feita pela própria Presidência da República. A idéia do governo é fazer uma operação tapa-buraco nos 10 mil km mais críticos, dentre os 14 mil km de rodovias federais que foram transferidos no fim de 2002 a 16 estados. Minas, a parte do Leão O Estado que deverá receber a maior parte dos recursos é Minas Gerais, justamente por ser a unidade da Federação que recebeu a maior extensão de rodovias federais no âmbito da MP 82: cerca de seis mil quilômetros. Minas tem alguns trechos críticos que são fortes candidatos a estar no pacote de obras emergenciais, como a BR-354, no trecho que vai de Campos Altos a Caxambu, no Sul do Estado. Também há problemas de trafegabilidade na BR-265, no trecho que vai de São João Del Rey a Lavras.

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