Nacional
Lorde nega ordem para queimar �nibus
| Alexandre Rodrigues Agência Estado Rio de Janeiro - Apresentado na manhã de ontem pelo chefe de Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, o traficante Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde, negou ser o mandante do ataque ao ônibus da linha 350 em Brás de Pina, na zona norte, em novembro passado, que matou carbonizadas cinco pessoas, entre elas um bebê de um ano. Lorde, que se entregou à polícia anteontem à noite, se recusou a falar em depoimento, mas disse informalmente aos policiais que não ordenou o ataque ao ônibus e que, na noite do crime, estava em um churrasco com a namorada Brenda Lizer Santos da Silva, de 19 anos, que também é procurada por participar do incêndio ao ônibus. Lins afirmou não ter dúvidas de que Lorde foi o mentor do ataque e não acredita na versão dele de que o crime fora ordenado pelo traficante conhecido como Mica, da Vila Cruzeiro, que é seu rival dentro da facção criminosa Comando Vermelho. Mica teria se aproveitado do incidente para executar quatro integrantes da quadrilha de Lorde, abandonados num carro logo após o atentado. Por meio de seus advogados, Lorde negociava há uma semana com a polícia para se entregar. Ele estava escondido na favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e estava preocupado com as incursões da polícia em casas de parentes. Lins acredita que a divulgação, anteontem, da foto da verdadeira Brenda, pela polícia, tenha influenciado na decisão dele. O traficante pediu à polícia proteção na cadeia por temer rivais.