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Conselho volta ao trabalho e deputados criticam imprensa

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| Silvio Navarro e Adriano Ceolin Folhapress Brasília - Depois de 20 dias de férias, os integrantes do Conselho de Ética da Câmara retomaram, ontem, as atividades com discurso de indignação. Disseram que foram transformados em ?vilões? de uma convocação extraordinária ?equivocada? e reclamaram que a imprensa poupa o Senado pelo fato de o Congresso permanecer esvaziado. ?A verdade é uma só: a convocação foi feita de uma maneira que não pode ser feita. Ela deveria ser plena, com todos os deputados trabalhando. Não adianta fazer uma meia convocação, uma para o Conselho de Ética e outra para o plenário, que só volta no dia 16?, afirmou o presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP). ?O vilão foi o Conselho de Ética. Não é verdade, queríamos a convocação não-remunerada?, completou. Na sessão de ontem, os membros do conselho se revezaram, um a um, para reclamar das cobranças de morosidade para o desfecho dos processos em andamento. ?O vilão dessa convocação, que tem gasto abusivo, pauta pretensiosa e fórmula bizarra, ficou sendo o Conselho de Ética?, disse Chico Alencar (PSOL-RJ). Paralisação ?[A convocação] Foi um ?passa moleque? no povo, nós é que nos expomos e temos de justificar o injustificável?, disse Edmar Moreira (PFL-MG). ?Vamos parar de agressão ao conselho, procurar outro bode expiatório?, reclamou Marcelo Ortiz (PV-SP). Um dos principais argumentos para a convocação extraordinária foi acelerar a conclusão dos processos de cassação de deputados acusados de envolvimento com o mensalão. Os membros do conselho, entretanto, se queixam que a paralisação do plenário impede a agilidade dos processos, com o argumento de que é necessário respeitar prazos regimentais cuja contagem depende da realização de sessões.

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