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Presidente do Coaf diz que s� soube de nova conta na sexta

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| Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, afirmou ontem em audiência pública na CPI dos Correios, que o órgão só foi acionado pelo Ministério da Justiça para rastrear uma nova conta do publicitário Duda Mendonça descoberta nos Estados Unidos na última sexta-feira. O ministério teria essa informação desde novembro. O Coaf é um órgão de inteligência ligado ao Ministério da Fazenda e tem o objetivo de combater a lavagem de dinheiro. Segundo Rodrigues, o conselho enviou na última segunda-feira um pedido de informação ao Financial Crimes Enforcement Network (FinCen), correspondente ao Coaf dos EUA, sobre essa conta. ?Na sexta-feira tomamos conhecimento da conta, entre 18h e 19h, porque recebemos uma solicitação do Ministério da Justiça, que queria ajuda para identificar a conta no exterior. Na segunda-feira o Coaf recebeu um documento eletrônico [e-mail] do ministério e mandou para o FinCen um pedido de identificação da conta?, afirmou Rodrigues. A declaração foi interpretada por integrantes da CPI como falta de empenho dos órgãos de fiscalização do governo no rastreamento do dinheiro de Duda no exterior. ?O Ministério da Justiça está agindo de forma diversionista. Só pediu providências no final da tarde de sexta-feira, quando a matéria da revista ?Veja? já estava pronta?, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). A revista ?Veja? desta semana revelou a existência de uma nova conta, em um banco da Flórida, do publicitário que fez a campanha vitoriosa do presidente Lula. Segundo a revista, as autoridades norte-americanas comunicaram ao Brasil a existência da conta após a filha de Duda, a também publicitária Eduarda, ter tentado sacar todo o dinheiro. À CPI, em agosto, Duda afirmou ter recebido do PT R$ 15,5 milhões em 2003, em esquema de caixa dois, como pagamento de dívidas da campanha de 2002. Desse total, R$ 10,5 milhões foram depositados na offshore (empresa cujos sócios não são identificados) Dusseldorf, nas Bahamas. O Ministério da Justiça, a Polícia Federal e o Ministério Público receberam em novembro documentos com a movimentação financeira do publicitário no exterior. A Promotoria Distrital de Nova York não liberou o acesso da CPI a esses dados por temer o vazamento de informações. O presidente do Coaf ressaltou que o Ministério da Justiça não era obrigado a comunicar a existência da conta ao conselho, mas disse que isso ajuda o trabalho. ?Eu acredito que seria interessante o órgão de inteligência ter acesso a esse tipo de informação. O que mata nesse trabalho é a falta ou o excesso de informação.? O Coaf encaminhou em 17 de agosto um pedido de informação sobre a ?Dusseldorf? ao FinCen, às Bahamas, ao Panamá e ao Uruguai, que não responderam até hoje.

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