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Nº 5730
Nacional

Ex�rcito diz que morte foi superada

| Eduardo Scolese, Pedro Dias Leite e Cláudia Dianni Folhapress Brasília - O Ministério da Defesa e o comando do Exército buscaram, ontem, minimizar os transtornos causados pela morte do comandante da missão de paz no Haiti. Enquanto os militares dize

Por | Edição do dia 11/01/2006 - Matéria atualizada em 11/01/2006 às 00h00

| Eduardo Scolese, Pedro Dias Leite e Cláudia Dianni Folhapress Brasília - O Ministério da Defesa e o comando do Exército buscaram, ontem, minimizar os transtornos causados pela morte do comandante da missão de paz no Haiti. Enquanto os militares dizem que a perda do general Urano Bacellar já foi “superada”, o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, afirma que não seria “patriótico” ao menos sugerir atualmente o afastamento brasileiro da missão da ONU. “E o que nos compete agora? É a manutenção da nossa participação e a superação desses problemas para evitar qualquer coisa que possa afetar a imagem do Brasil no exterior. Eu acho que não é nem patriótico falar disso agora”, afirmou o ministro da Defesa, em entrevista em seu gabinete, no Palácio do Planalto. Alencar e o comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, reuniram-se ontem para tratar dos últimos ajustes da cerimônia em homenagem a Bacellar, hoje na Base Aérea de Brasília, e da indicação à ONU de um segundo nome para ser sabatinado ao lado do general José Elito Carvalho Siqueira. Após o encontro, Alencar e Albuquerque receberam jornalistas no gabinete da Vice-Presidência e falaram sobre a necessidade de permanência das tropas brasileiras no Haiti. Alencar disse não temer eventuais entraves no Congresso para a aprovação de mais um período da missão brasileira. “Eu acho que não [haverá dificuldades para a renovação no Congresso]. Os parlamentares são absolutamente lúcidos para compreender que é a hora de o Brasil firmar a sua posição no conceito internacional.” Para o comandante do Exército, que, ontem, falou publicamente pela primeira vez desde a morte de Bacellar, a morte do general no Haiti já faz parte do passado. “O Exército já superou.” Com viagem prevista para este final de semana a Nova York, disse que cobrará da ONU o cumprimento de investimento internacional da infra-estrutura haitiana. Ainda reticente em comentar o motivo da morte de Bacellar, o general Albuquerque disse que a eventual confirmação do suicídio “não pode afetar” o dia-a-dia do Exército. “Se essa hipótese tiver sido a verdadeira, precisa de uma análise bastante profunda (...) Mas, dentro da instituição, o nosso trabalho será de que, seja qual for a solução encontrada, isso não pode afetar a nossa capacidade operacional.” O secretário-adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Thomas Shannon, defendeu, ontem, que o Brasil continue à frente da missão de paz da ONU e renove a permanência das tropas naquele país, que vence em fevereiro, para que o novo governo do Haiti tenha êxito. “A renovação do mandato da missão do Brasil é sumamente importante para o êxito do novo governo no Haiti”, disse, durante visita a Brasília. Enterro O corpo do general brasileiro Urano Bacellar, 58, será enterrado hoje à tarde no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, após receber honras fúnebres na Base Aérea do Rio de Janeiro. Em um avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), o corpo de Bacellar chegou às 9h de ontem a Brasília. Logo que desembarcou na Base Aérea de Brasília, o corpo do general foi transportado para o IML (Instituto de Medicina Legal), onde foram feitos exames complementares à necropsia realizada no Haiti e embalsamamento.

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