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Setor cal�adista demite 20 mil no Pa�s

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| Folhapress São Paulo A perda de competitividade nas exportações fez com que o setor calçadista brasileiro terminasse o ano com menos 20 mil postos de trabalho. Só a indústria de calçados de Franca, principal pólo produtor de sapatos masculinos do País, informa ter cortado 4,5 mil empregos 2005. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) calcula que 23 milhões de pares de calçados deixaram de ser embarcados no ano passado, o que representa queda de 11% sobre 2004. Por outro lado, o faturamento com as exportações de sapatos somou US$ 1,88 bilhão, o maior desde 1993. ?Esse desempenho nos deixou uma espécie de gosto amargo, pois ao mesmo tempo em que aumentamos o faturamento, perdemos muitos empregos?, disse o presidente da associação, Elcio Jacometti. Segundo a Abicalçados, o preço do par do calçado exportado aumentou em 17%, fruto das mudanças de processos, de tecnologia e de design. ?Mas temos de destacar que, o que aumentou foi o faturamento e não a lucratividade?, diz Jacometti. ?Caso o câmbio não tivesse prejudicado o setor, o aumento das exportações teria sido de 20%.? Queda nas vendas O País que mais deixou de importar calçados do Brasil em 2005 foi os Estados Unidos. Os norte-americanos diminuíram em 13% o volume de pares. Em 2004, haviam adquirido 97,6 milhões de pares contra 75,3 milhões no ano passado. A Argentina também diminuiu as compras em 8%. Foram 10,9 milhões de pares no ano passado contra os 15,3 milhões em 2004. O México reduziu as importações em 20% e o Canadá, em 17%. Por outro lado, diversos países ampliaram as importações de calçados brasileiros ao longo de 2005. O Reino Unido, de acordo com a associação, aumentou, de janeiro a novembro em 11% o volume de pares importados do Brasil e em 33% o faturamento. As Filipinas registraram um recorde de 400% no volume de pares. Em 11 meses do ano passado, importaram 280 mil pares contra os 55 mil pares de 2004. A Itália aumentou os pedidos em 21% em 2005 e recebeu 2,6 milhões de pares. Mas o setor calçadista brasileiro também procurou no ano passado ampliar os destino de mercados exportadores para países como: Espanha, França, Arábia Saudita, Emirados Árabes.

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