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Justi�a manda cortar sal�rio de faltosos
| Folhapress Brasília A Justiça Federal determinou ontem à Câmara dos Deputados e ao Senado que cortem o pagamento de parlamentares que tiverem se ausentado das tarefas previstas no ato da convocação extraordinária do Congresso, iniciada em 16 de dezembro. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), foi notificado ontem à tarde. O do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não recebeu o oficial de justiça. A decisão do juiz substituto Márcio José de Aguiar Barbosa, da 20ª Vara Federal, concede liminar a uma ação popular proposta pelo cidadão Pedro Eloi Soares. Nela, Soares pede o cancelamento do pagamento. ?Determino que as autoridades se abstenham de autorizar o pagamento de parcelas aos parlamentares para os quais não haja comprovação de comparecimento a atividades a que se refere o ato convocatório em frequência mínima de três dias por semana?, diz o juiz em sua decisão. Com isso, deputados e senadores que não compareceram a reuniões do Conselho de Ética e da CPI dos Correios teriam desconto proporcional no salário. As atividades de plenário previstas na convocação só começaram nesta semana. Cada parlamentar recebeu cerca de R$ 26 mil de verba extra. A Câmara e o Senado ainda estudam se vale a pena recorrer. A assessoria de Aldo entende que existem várias falhas na decisão judicial, que na prática a torna inócua. FDim do Extra De volta ao trabalho ontem, depois de um mês de um recesso branco em que foram cobrados e criticados diariamente, os deputados decidiram apressar uma medida que pode ajudar a melhorar a imagem do Congresso, o fim do pagamento de salários extras nas convocações extraordinárias. Líderes do governo e da oposição fecharam acordo e prometem votar hoje um projeto de decreto legislativo que acaba com os R$ 26 mil extras (equivalente a dois salários), que cada parlamentar recebe pela convocação.