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Nº 5735
Nacional

Ex-petista diz que compadre de Lula operava caixa 2

| Alan Gripp O Globo Brasília - Em depoimento à CPI dos Bingos, o economista Paulo de Tarso Venceslau denunciou que o esquema de caixa 2 do PT teve início há 13 anos nas prefeituras do interior de São Paulo. Segundo ele, o esquema foi posto em prática p

Por | Edição do dia 18/01/2006 - Matéria atualizada em 18/01/2006 às 00h00

| Alan Gripp O Globo Brasília - Em depoimento à CPI dos Bingos, o economista Paulo de Tarso Venceslau denunciou que o esquema de caixa 2 do PT teve início há 13 anos nas prefeituras do interior de São Paulo. Segundo ele, o esquema foi posto em prática pela Consultoria para Empresas e Municípios (CPEM), empresa que pertence a Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Venceslau, que foi expulso do PT em 1998 após fazer as denúncias, a empresa procurava os prefeitos petistas oferecendo serviços para melhorar a arrecadação do ICMS, mas o lucro não era contabilizado, sendo repassado ao partido. A arrecadação do ICMS é feita pelo estado, mas parte é repassada aos municípios. O economista apresenta como principal prova uma sindicância interna, feita pelo próprio PT, que apontaria os indícios da fraude. Venceslau acusa o atual presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, a quem comparou ao ex-tesoureito do PT Delúbio Soares, como o principal arrecadador do esquema. “Ele era o arrecadador, apesar de na época não ser nada no PT, de não ter cargo no PT. Ele está mais para Delúbio do que para Marcos Valério. Circulava arrecadando dinheiro que nunca foi contabilizado nas prefeituras”, afirmou. O economista disse que relatou as irregularidades às principais autoridades petistas à época, entre elas José Dirceu, José Genoino e Lula, a quem diz ter enviado uma carta registrada em cartório. A CPI decidiu ouvir, na próxima semana, o médico-legista Paulo Vasques, autor de um laudo que conclui que o prefeito de Santo André Celso Daniel foi “brutalmente torturado” antes de ser assassinado, no início de 2002. A convocação de Vasques foi aprovada no ano passado, mas a divulgação do novo laudo antecipou sua ida à CPI. ### Governistas articulam pacto com oposição Adriano Ceolin Folhapress Brasília - O ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, os líderes do PT no Congresso e os integrantes do partido em CPIs reuniram-se ontem à noite para definir estratégias que possibilitem uma agenda positiva para o governo. O objetivo principal é identificar uma data oportuna para a entrega dos relatórios finais das CPIs do Correios e dos Bingos a partir da construção de um pacto de boa convivência com a oposição. A reunião ocorreu na casa do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e contou, entre outros, com os líderes Aloizio Mercadante (PT-SP), do Senado, e Henrique Fontana (PT-RS), da Câmara. “Precisamos propor uma uma data razoável para conclusão da CPI”, disse Fontana. “É necessário um pacto para definição de quais são os objetivos de todos para encerramento das investigações”, concluiu. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) e a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), ambos integrantes da CPI dos Correios, fizeram relatos sobre o andamento das comissões. Ideli também é suplente da CPI dos Bingos. A boa convivência com a oposição é uma preocupação que o ministro Jaques Wagner já vem demonstrando desde a semana passada, quando se reuniu com Fontana no Palácio do Planalto. A proposta de “agenda positiva” se dará também pela votação de matérias que tenham interesse comum entre o governo e a oposição. “É importante criar um clima para que essa convocação extraordinária não acabe em frustração”, disse. A instituição da CPI das Privatizações foi abordada na reunião, mas não mereceu destaque. Até o momento, os petistas não têm disposição de usar a comissão como palanque contra PSDB e PFL.

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