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Nº 5731
Nacional

ACM acusa petistas de assassinato

Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - Uma provocação do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), gerou uma troca de ataques entre o petista e a oposição, no plenário da Casa, envolve

Por | Edição do dia 20/01/2006 - Matéria atualizada em 20/01/2006 às 00h00

Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - Uma provocação do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), gerou uma troca de ataques entre o petista e a oposição, no plenário da Casa, envolvendo políticas públicas, denúncias de corrupção e até acusações de assassinato. Um dos momentos de maior exaltação foi quando o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acusou petistas de terem assassinado o então prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT) e de estarem encobrindo o crime. “A CPI dos Bingos está desmascarando os atos lesivos ao País, acobertados pelo PT, até mesmo os crimes praticados pelos petistas com seus correligionários, como já está muito claro no assassinato do prefeito Celso Daniel e do Toninho de Campinas”, afirmou ACM. Mercadante havia criticado a comissão por não investigar o jogo no País, motivo formal para sua criação, e se concentrar, segundo ele, em disputas partidárias. Uma das questões investigadas pela CPI dos Bingos, também conhecida como “CPI do fim do mundo”, é o assassinato do prefeito de Santo André. “Eu só quero pedir a vossa excelência - oito já foram mortos - que não matem mais ninguém por causa desse crime do Celso Daniel. O garçom, coitado, foi morto. O legista, já está provado que não houve suicídio. Nesse caso o melhor é calar-se”, disse ACM ao líder do governo. Mercadante, aos gritos, tentava interromper o pefelista. “Vocês mataram quem? Quem matou? Vossa excelência está mencionando o meu envolvimento em alguma questão? Quem está encobrindo o quê?”, questionava o petista. O pavio foi aceso quando Mercadante leu, na tribuna, uma carta escrita pelo deputado estadual Romeu Tuma (PMDB-SP) criticando o governador de São Paulo por ter vetado projeto de lei, aprovado pela Assembléia Legislativa, que proibia as máquinas de caça-níqueis em bares e restaurantes de todo o Estado. “Alckmin prova que não tem compromissos com o combate à corrupção, à degradação familiar, nem com a violência doméstica e a segurança pública. Azar do Brasil. Essas pessoas, que são vítimas da contravenção, com certeza não pensarão duas vezes na hora de decidir em quem votar”, diz o documento. ### Jereissati chama Mercadante de cínico FOLHAPRESS Brasília A corrida eleitoral vem mexendo com os ânimos em todo o País. O senador Aloizio Mercadante é pré-candidato ao governo de São Paulo e Geraldo Alckmin, à Presidência da República. A justificativa do governo de São Paulo dada para o veto ao projeto de lei, aprovado pela Assembléia Legislativa, que proibia as máquinas de caça-níqueis em bares e restaurantes de todo o Estado, foi que a medida teria que ser definida por legislação federal. Para Tuma, o crime organizado está por trás da exploração das máquinas caça-níqueis. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), acusou Mercadante de “cinismo” e “cara-de-pau” por tentar “enlamear” os outros partidos depois das denúncias de corrupção contra o PT, que começaram em 2004 contra o então assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e culminaram no escândalo do mensalão. “Esse País está destroçado, não dá mais para agüentar isso. Mercadante, não dá mais para te agüentar. Tchau”, afirmou Tasso, encerrando seu discurso. Apesar dos ataques pessoais, os três senadores se cumprimentaram ao final do debate, que durou mais de uma hora. “Acusações fazem parte do jogo político, mas quando são disfarçadas são menos éticas. A mais perigosa é quando ela não é colocada de frente, é em um contexto aparentemente inocente”, afirmou Tasso. Mercadante voltou à tribuna para rebater as acusações. “Tasso, vossa excelência às vezes se excede no debate. Sou oposição no meu Estado, então me posiciono, fiscalizo e cobro”.

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