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Parlamentares devem viajar para os EUA
| Globo Online Com Agência Senado Brasília - O presidente da CPI dos Correios, senador Delcidio Amaral (PT-MS), afirmou ontem que representantes da CPI dos Correios devem viajar para Nova York e Miami até o fim de janeiro. Eles vão tentar ter acesso a documentos sigilosos sobre contas no exterior - como a Dusseldorf, do publicitário Duda Mendonça. O ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, deve entrar em contato com Alberto Gonzales, o equivalente ao ministro da Justiça nos EUA, para tentar, ?à luz do tratado existente?, que a CPI acesse as informações protegidas por sigilo. Ontem, reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo revela que Duda Mendonça teria transferido R$ 4 milhões de sua conta, no BankBoston, dias antes de depor na CPI dos Correios, em 11 de agosto de 2005. O publicitário teria transferido R$ 500 mil para um genro, R$ 2,5 milhões para a empresa de seus cinco filhos e R$ 1 milhão para a agência Duda Mendonça Associados. Coincidência O advogado do publicitário, Tales Castelo Branco, afirma à ?Folha de S.Paulo? que a data da transação foi uma coincidência e que os valores devem-se a empréstimos ?da vida privada? de Duda. Integrantes da CPI, por sua vez, apostam na teoria de que as transferências tenham sido motivadas pelo temor do publicitário de ter o dinheiro retido, caso fosse decretado um bloqueio judicial de seus bens. ?Se ele quisesse esconder, sacava o dinheiro e deixava em casa. Ele não ia fazer um empréstimo para o genro nem tirar dinheiro da pessoa física para emprestar para uma empresa dele. Ele não emprestou para a empresa do vizinho ou para terceiros?, afirmou o advogado à Folha de S.Paulo. Nova convocação Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), sub-relator de movimentação financeira da CPI dos Correios, a revelação dessas operações torna inevitável a convocação do publicitário para depor. Duda prestou depoimento espontâneo na CPI dos Correios, ano passado, acompanhado da sócia, Zilmar Fernandes, apontada como beneficiária de R$ 15 milhões do esquema de Marcos Valério. Na ocasião, Duda reconheceu que recebeu recursos de caixa 2, entre fevereiro e novembro de 2003, como pagamento atrasado de serviços prestados na campanha do PT. Segundo o publicitário Duda Mendonça, os repasses eram feitos por Marcos Valério, a pedido do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.