loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Conselho aprova cassa��o de Wanderval

Ouvir
Compartilhar

| Silvio Navarro Folhapress Brasília - O Conselho de Ética da Câmara aprovou ontem, por 10 votos a 3, a cassação do mandato do deputado Wanderval Santos (PL-SP). É o primeiro processo do ano concluído pelo conselho dos 11 em andamento envolvendo deputados acusados de participação no escândalo do ?mensalão?. Aprovado pelo conselho, o caso de Wanderval segue agora para aval do plenário, que tem autonomia para referendar ou mudar o parecer. O deputado, entretanto, afirmou que recorrerá da decisão, o que deverá retardar o desfecho do processo em mais algumas semanas. Caso o plenário confirme a cassação, Wanderval ficará inelegível até 2015 e será o terceiro parlamentar a perder o mandato na esteira da crise do ?mensalão?, sucedendo Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP). Outros dois deputados foram absolvidos: Romeu Queiroz (PTB-MG) e Sandro Mabel (PL-GO) - o primeiro reverteu a decisão do conselho no plenário. Wanderval é apontado como beneficiário de R$ 150 mil do esquema montado por Marcos Valério de Souza. O dinheiro foi sacado, por um funcionário do seu gabinete, das contas de Valério no Banco Rural. O nome do deputado aparece no verso da ordem de pagamento. O deputado argumenta que não sabia da operação bancária e que os recursos foram sacados a mando do ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), que renunciou ao mandato em setembro. O parecer de Chico Alencar (PSOL-RJ) sobre o caso recomenda a cassação de Wanderval sob acusação de ?submissão interessada? e ?subordinação negociada? a Carlos Rodrigues. Segundo o relator, Wanderval quebrou o decoro ao tentar transferir a responsabilidade pelos atos de seu assessor a outro deputado. O advogado Marcelo Bessa, que defende Wanderval, afirmou ontem que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na segunda-feira. Ele argumenta que o relator desviou-se do foco da representação, que, segundo ele, seria apenas julgar se ele se beneficiou ou não dos recursos. ?Isso me assusta. E se o motorista tivesse matado alguém? O deputado Wanderval seria assassino??, disse. Wanderval assistiu à votação no conselho em silêncio. No final, recusou-se a dar entrevista e disse apenas considerar o processo ?viciado? e que, ?se necessário?, vai ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão. Dos 13 membros do conselho presentes, os três que votaram contra a cassação foram Ângela Guadagnin (PT-SP), Edmar Moreira (PFL-MG) e Josias Quintal (PSB-RJ). Ontem, Chico Alencar disse que o ?grande erro? de Wanderval foi ter praticado o inverso do que reza o Salmo 23 da Bíblia. O Salmo diz: ?O Senhor é meu pastor e nada me faltará.? Ele trocou para ?o pastor é meu Senhor?, ironizou, em alusão a Carlos Rodrigues, ex-Bispo Rodrigues. Tanto Wanderval quanto Rodrigues são ex-bispos da Igreja Universal do Reino de Deus. O deputado José Carlos Araújo (PL-BA), suplente do conselho, criticou Alencar por ?fazer avaliação subjetiva sobre a crença religiosa? de Wanderval. ### Advogado afirma que vai recorrer de decisão na CCJ FOLHAPRESS Brasília O advogado Marcelo Bessa, que defende Wanderval, afirmou ontem que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na segunda-feira. Ele argumenta que o relator desviou-se do foco da representação, que, segundo ele, seria apenas julgar se ele se beneficiou ou não dos recursos. ?Isso me assusta. E se o motorista tivesse matado alguém? O deputado Wanderval seria assassino??, disse. Wanderval assistiu à votação no conselho em silêncio. No final, recusou-se a dar entrevista e disse apenas considerar o processo ?viciado? e que, ?se necessário, vai ao Supremo Tribunal Federal? contra a decisão. ?Grande erro? Dos 13 membros do conselho presentes, os três que votaram contra a cassação foram Ângela Guadagnin (PT-SP), Edmar Moreira (PFL-MG) e Josias Quintal (PSB-RJ). Ontem, Chico Alencar disse que o ?grande erro? de Wanderval foi ter praticado o inverso do que reza o Salmo 23 da Bíblia. ?O Salmo diz: ?O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Ele trocou para ?o pastor é meu Senhor?, ironizou, em alusão a Carlos Rodrigues, ex-Bispo Rodrigues. Tanto Wanderval quanto Rodrigues são ex-bispos da Igreja Universal do Reino de Deus. O deputado José Carlos Araújo (PL-BA), suplente do conselho, criticou Alencar por ?fazer avaliação subjetiva sobre a crença religiosa? de Wanderval. Na próxima segunda-feira, o conselho apresentará o parecer sobre o caso do presidente do PP, Pedro Corrêa (PE). No dia seguinte, está agendada a votação do processo pela cassação de Roberto Brant (PFL-MG) e, na seqüência, o de Professor Luizinho (PT-SP). Ambos foram adiados devido a pedidos de vista. O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), disse, após votação favorável ao parecer pela cassação do mandato do deputado Wanderval Santos (PL-SP), que o placar da votação (dez votos a favor e três contra o relatório), mostrou a independência do grupo.

Relacionadas