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Colis�o entre �nibus deixa 32 mortos

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Cristiano Machado Fábio Takahashi Martha Alves Mari Tortato Folhapress Presidente Prudente - Um acidente envolvendo dois ônibus da mesma empresa de transporte rodoviário matou 32 pessoas - entre elas um bebê - e deixou 23 feridas no final da noite de domingo, no km 538 da rodovia Raposo Tavares, em Regente Feijó (556 km de São Paulo). Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, os veículos da Viação Andorinha bateram de frente, por volta das 23h30. Um deles saiu de Colorado (PR) com destino à capital paulista. Já o outro seguia de Bauru para Presidente Prudente, no interior paulista. Testemunhas disseram que um dos ônibus tentou ultrapassar um caminhão no momento do acidente. A polícia, no entanto, diz desconhecer o fato. Por causa da violência do impacto, peritos alegaram não ter condições de informar qual dos dois carros invadiu a pista contrária. As frentes dos dois ônibus ficaram totalmente destruídas. Já a Andorinha informa que sua apuração inicial indica que o carro que seguia para São Paulo foi o que saiu de sua pista. Um laudo deve ficar pronto em 30 dias. ?Trabalhamos com duas hipóteses sobre a causa dessa tragédia: falha humana ou mecânica?, disse o comandante interino da Polícia Rodoviária na região, tenente João Carlos Lemes. Ele afirmou que o trecho, apesar de não ser duplicado, apresentava ?condições ideais para o tráfego?. ?Não chovia, a pista estava seca, a pavimentação é boa e, apesar de o acostamento não ser pavimentado, não havia desnível que pudesse resultar na perda do controle dos veículos. Além disso, o local possibilitava ultrapassagem e uma visibilidade de 1.200 metros?, disse o tenente. O gerente-geral da Andorinha, José Eduardo de Carvalho Chaves, afirmou que o motorista que ia em direção a São Paulo iniciou a viagem 30 minutos antes do acidente. O outro condutor dirigia havia quatro horas, mas tinha feito uma parada de 15 minutos uma hora e meia antes da colisão. ?Ainda estamos tentando entender o que aconteceu. Os veículos estavam em ordem, e os motoristas não estavam cansados?, disse Chaves. Segundo ele, os ônibus tinham cerca de dez anos. Os bombeiros encontraram dificuldades no resgate. ?Os bancos [dos ônibus] se deslocaram e prenderam os corpos?, disse o major Claudemir Alcarria. Parentes buscavam notícias dos feridos; outros, desesperados, ajudavam os quatro médicos e quatro auxiliares de necropsia a reconhecer os corpos, já que a relação com dados dos passageiros de um dos ônibus foi destruída. ### Em velório, ministro critica estradas GLOBO ONLINE Vitória - Pelo menos três mil pessoas acompanharam ontem, no ginásio do distrito de Nossa Senhora da Paz, no município de São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte, o velório de nove das dez pessoas mortas num acidente na BR 262, no trevo de Muniz Freire, no Espírito Santo. Na noite de sábado, um caminhão bateu em uma van com 17 pessoas, que voltavam de Guarapari, no litoral do Espírito Santo. Chegou a ser divulgado no domingo que 11 pessoas tinham morrido no acidente, mas as mortes confirmadas ontem são dez. Entre os presentes ao velório, estava o ministro da Saúde Saraiva Felipe. Ele chegou ao distrito de Nossa Senhora da Paz próximo ao horário do sepultamento para prestar solidariedade às famílias. Além de possuir um sítio na região, a mãe do ministro nasceu em Nossa Senhora da Paz. Saraiva contou que as vítimas possuíam algum grau de parentesco ou eram amigas da família. O ministro criticou a violência no trânsito no País e as condições das estradas brasileiras. ?São 30 mil mortes por ano no trânsito, o que diminuiu a expectativa de vida do brasileiro. Vivemos atualmente em uma epidemia de violência. No caso das estradas, os acidentes são causados sempre por imprudência ou pelas más condições das rodovias?, afirmou o Saraiva Felipe. A informação que a carreta estaria com a documentação vencida desde 2003 deixou os moradores de Nossa Senhora da Paz ainda mais revoltados. O motorista da carreta, Ricardo Cecatti, de 32 anos, nada sofreu. Ele foi ouvido pela polícia de Cachoeira do Itapemirim (ES) e liberado em seguida. O metalúrgico Gervásio Coelho da Silva, 39 anos, perdeu cinco parentes no acidente. Ele reclamou da legislação de trânsito brasileira e disse que o motorista deveria ter ficado detido pelo menos até a apuração do acidente: ?O que revolta é saber que, no País, as leis são tão fracas, que uma pessoa pega um caminhão com tudo vencido e infelizmente está rodando, matando pessoas e saindo impune. Esse cara, infelizmente, deveria estar preso. Ele matou dez pessoas?, reclamou. O comércio da cidade, de apenas cinco mil habitantes, está fechado desde a noite de sábado, quando chegou a notícia da tragédia. ?Todos são parentes ou amigos. Foi uma tragédia que todo mundo sentiu?, disse Paulino Ribeiro da Silva, parente de vítima. O sepultamento, que estava marcado para as 17h de ontem, foi antecipado para as 16h por medida de segurança. A Polícia Militar informou que Nossa Senhora da Paz não possui efetivo suficiente para controlar a multidão consternada. Foi pedido um reforço para os batalhões da cidade vizinha de Betim e de Belo Horizonte.

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