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Nº 5729
Nacional

PMDB assume candidatura pr�pria

| Ilimar Franco O Globo Brasília - A executiva do PMDB aprovou ontem a realização de prévias para escolher o candidato do partido para disputar a eleição presidencial no dia 19 de março, dando prazo até 11 de fevereiro para a inscrição dos candidatos.

Por | Edição do dia 25/01/2006 - Matéria atualizada em 25/01/2006 às 00h00

| Ilimar Franco O Globo Brasília - A executiva do PMDB aprovou ontem a realização de prévias para escolher o candidato do partido para disputar a eleição presidencial no dia 19 de março, dando prazo até 11 de fevereiro para a inscrição dos candidatos. A executiva também marcou para 26 de março o segundo turno das prévias, se for necessário. Ficou decidido ainda que, se o candidato escolhido desistir, tiver problemas de saúde ou vier a falecer, o segundo colocado nas prévias assume a candidatura. O presidente do PMDB, Michel Temer, disse que a candidatura própria do partido é irreversível e que a partir de agora não haverá mais distinção entre governistas e oposicionistas no partido. Logo após a reunião da executiva, o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, e o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, pré-candidatos já inscritos para as prévias de 19 de março, mostraram confiança na candidatura do partido. Garotinho disse que “a prévia é vacina contra o desinteresse do partido por sua própria candidatura” e frisou que o candidato será escolhido com o voto de oito mil vereadores, mil prefeitos e um total de 21 mil representantes das bases. Rigotto disse não temer que o partido abandone seu candidato para fazer alianças, como ocorreu com Ulysses Guimarães e Orestes Quércia. Segundo ele, as prévias farão uma grande mobilização partidária porque o candidatos vão percorrer os Estados. “O PMDB vive uma outra realidade, um momento diferente. O PMDB vai ter cara própria e não vai ficar a reboque de outras legendas”, disse Rigotto. Apesar da decisão da executiva, vários parlamentares do PMDB ainda colocam em dúvida não só a realização das prévias quanto o lançamento de uma candidatura própria. Estes peemedebistas condicionam a candidatura a presidente à aprovação da emenda que acaba com a verticalização. Eles dizem que, se esta regra for mantida, vários diretórios regionais, por causa de alianças nos estados com o PSDB, o PFL ou o PT, vão preferir que o partido não tenha candidato e fique liberado para fazer coligações nos estados. Por isso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador José Sarney (PMDB-AP) tentaram até a última hora adiar a escolha do candidato para depois de março, mas não conseguiram convencer Michel Temer.

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