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Palocci deve depor em CPI amanh�

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| Rose Ane Silveira Folhapress Brasília - O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), afirmou ontem que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deve depor na comissão nesta quinta-feira. O horário não está marcado, mas o depoimento deve ser feito após as votações no plenário do Senado. A assessoria do ministério somente comunicou que iria referendar as informações da CPI. ?O ministro não se mostrou preocupado com horário ou com qualquer outro assunto. Mostrou apenas interesse em atender a CPI?, disse Efraim. Na CPI, o ministro deve prestar explicações sobre as suspeitas de corrupção do tempo em que era prefeito de Ribeirão Preto (SP), nos anos 90. ?O ministro vai falar sobre esses assuntos que estão todo dia [no noticiário]: Ribeirão Preto; seus assessores; dólares de Cuba, entre outros?, afirmou o senador. O depoimento de Palocci foi marcado por uma longa negociação entre políticos da oposição e da base aliada. Políticos da oposição já afirmaram que não devem colocar o ministro ?contra a parede? durante o depoimento no qual ele falaria como convidado e não na condição de convocado, saída articulada pelo senador Tião Viana (PT-AC). O depoimento do ministro deve ser longo porque a pauta de assuntos é extensa e polêmica. Sobre Ribeirão Preto, os integrantes da CPI devem questionar o ministro sobre o suposto recebimento de propina da empreiteira Leão&Leão quando ele era prefeito de Ribeirão Preto, uma acusação que partiu do ex-secretário de Governo da cidade, Rogério Buratti. O ministro também pode ser inquirido sobre o chamado caso Cuba: a suposta doação de US$ 3 milhões de Cuba para a campanha do PT de 2002. O episódio, que não foi comprovado, teria envolvimento de ex-assessores do ministro. O médico-legista Paulo Vasques reafirmou, ontem, na CPI dos Bingos, que o prefeito petista de Santo André (SP) Celso Daniel, assassinado a tiros em janeiro de 2002, foi torturado antes da morte. Ele também afirmou que foi um ?crime de mando?. Para embasar sua tese, Vasques projetou na parede da sala da CPI dos Bingos - no Senado - 15 fotos do corpo do prefeito. As fotos provocaram comoção entre os senadores. No depoimento seguinte, os delegados Edson Santi, do Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo (Deic), e José Luna (Polícia Federal) afirmaram que - até onde investigaram o caso - o crime foi comum, cometido por uma quadrilha de seqüestradores. Eles não falaram sobre tortura. Reportagem publicada no dia 17 mostrava que Vasques confirmava a tortura, a exemplo de seu colega legista Carlos Delmonte Printes, morto em outubro, antes de depor à CPI. Ao contrário de seu colega, Vasques não fez a necropsia do corpo, esteve presente apenas no início e assinou o laudo depois. Ontem, Vasques também apresentou à CPI o laudo sobre a morte de Delmonte, afastando a possibilidade de suicídio e assassinato. Essa última hipótese, voltada para a queima de arquivo, era uma suspeita da CPI. Segundo ele, seu colega morreu de asfixia provocada por catarro, embora tivesse deixado bilhetes com intenção de se matar.

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