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Integrantes de Comiss�o viajam a Nova York

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| Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - A CPI dos Correios conseguiu marcar uma audiência, na próxima terça-feira, com o procurador-chefe de Nova York, Robert Morgenthau, e com o promotor de Justiça de Nova York, Adam Kaufmann, para solicitar o acesso da comissão à movimentação financeira do publicitário Duda Mendonça no exterior. Os parlamentares ainda estão tentando, via Itamaraty, ser recebidos por promotores de Miami e pelo Departamento de Justiça, em Washington. Viajarão no domingo o relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), o relator-adjunto, deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), e o deputado Maurício Rands (PT-PE). Em depoimento espontâneo à CPI dos Correios, em agosto do ano passado, Duda afirmou ter recebido R$ 15,5 milhões do PT em 2003, em esquema de caixa dois, como pagamento de dívidas da campanha de 2002 e serviços prestados em 2003. Desse total, R$ 10,5 milhões foram depositados na offshore Dusseldorf, nas Bahamas. Segundo Duda, a offshore - empresa cujos titulares não são identificados - foi criada a pedido de Marcos Valério, que nega. Os parlamentares querem rastrear a origem do dinheiro que abasteceu a Dusseldorf e contas do publicitário em Miami. Os dados dessa movimentação financeira estão no Brasil desde novembro, em poder do Ministério da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal. As autoridades norte-americanas vedaram o acesso da CPI a esses documentos temendo o vazamento das informações, que são sigilosas. O relatório final da CPI dos Correios deve ser apresentado na segunda quinzena de março. O presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-SP), reuniu-se hoje com o ministro Ubiratan Aguiar, do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Delcídio, o TCU votará em plenário, no próximo dia 22, todos os relatórios relativos a auditorias feitas nos Correios e os enviará para a comissão parlamentar. O objetivo é que esses documentos possam ser utilizados no parecer final da comissão. Depoimentos de representantes do fundo Real Grandeza reforçaram ontem as suspeitas da CPI de que houve ingerência política nas entidades de previdência patrocinadas por estatais. A comissão apontou ainda o que classificou como ?investimentos de risco? do fundo: aplicações na ordem de R$ 181 milhões, entre 2003 e 2004, nos bancos BMG e Rural, envolvidos no esquema do valerioduto.

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