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Confus�o em transatl�ntico de luxo

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| Talita Figueiredo Folhapress Rio de Janeiro, RJ - Depois de ameaçarem fazer um motim e não desembarcar no Rio, os passageiros do maior navio de turismo do mundo ficaram satisfeitos com a decisão da empresa responsável pelo Queen Mary 2: vão receber 100% de reembolso. O valor pago varia de US$ 3 mil a US$ 30 mil, de acordo com o trecho e a cabine escolhida. O navio atracou no Rio, destino final de alguns e apenas escala para outros, pouco antes das 5h de hoje. O Queen Mary, que partiu de Nova York no dia 15, teve problemas em um dos quatro motores quando saía de Fort Lauderdale (Flórida), no dia 17. As três paradas previstas até o Rio - em Barbados, nas Ilhas São Cristóvão e Névis (ambas no Caribe) e em Salvador (BA) - não foram feitas. ?Só descobrimos que as paradas não aconteceriam quando estávamos em alto-mar. Isso deixou muita gente irritada. Mas eu achei lindo o cruzeiro, foi maravilhoso?, disse o inglês Phillip Franks, 54, ao desembarcar ontem. Um tripulante canadense, que não quis se identificar, disse que alguns turistas chegaram a xingar o comandante do navio. Ele achou injusta a exigência do reembolso total do dinheiro. ?A viagem não é só pelas paradas, mas pelo que há no navio?, disse. O carioca Antônio Luiz da Silva, 52, contou que, até anteontem à noite, o clima no navio estava muito ?pesado? e que os passageiros que iriam desembarcar no Rio realmente ameaçaram não sair do navio. Assim, os que deveriam subir a bordo não teriam espaço. A espanhola Carmem Galceran, 46, destoava dos outros passageiros, que saíram sorridentes do navio, ontem de manhã. Ela afirmou que está sendo obrigada a viajar até Valparaíso, para conseguir obter todo o seu dinheiro de volta. ?Foi o pacote que eu comprei e disseram que se eu descer no Rio, não terei todo o reembolso. É um mini-seqüestro?, reclamou. Outras duas paradas, em Montevidéu e em Acapulco, serão reduzidas em cerca de 12 horas cada. A viagem terá dez paradas em cidades da América do Sul e Central, até o ponto final, a cidade de Los Angeles (Califórnia), em 22 de fevereiro. Depois, a nave volta a Nova York navegando o caminho inverso. O Queen Mary volta a passar pelo Rio em 4 de abril. De acordo com Carol Marlow, presidente da empresa norte-americana Cunard, que opera o navio, o motor parou de funcionar depois de, supostamente, bater no píer de Fort Lauderdale, quando zarpava. Além de ter perdido quase um dia a mais na cidade, com apenas três motores, o Queen Mary navegou mais devagar. Normalmente ele navega a 30 nós por hora (cerca de 55 km/h) e, com a avaria, fez em média 25 nós por hora (45 km/h). Por isso as paradas foram canceladas. Marlow viajou ao Rio para apaziguar os ânimos dos passageiros. ?Não queremos passageiros insatisfeitos, esse não é o nosso negócio?, disse ela.

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