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Conselho adia vota��o de Pedro Corr�a

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Folhapress Brasília O Conselho de Ética adiou ontem a votação do parecer que recomenda a cassação do mandato do presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), acusado de envolvimento no escândalo do ?mensalão?. A votação foi suspensa devido ao início das votações em plenário e será retomada ontem. Até o momento da paralisação, seis deputados já haviam se manifestado favoráveis à cassação durante a chamada fase de discussão do processo. Os dois membros do PP no conselho, Benedito de Lira (AL) e o novo integrante, Sandes Junior (GO), defenderam a aplicação de pena mais branda. Durante a sessão, alguns membros do conselho levantaram suspeita sobre a coincidência da data de substituição de Pedro Canedo (PP-GO) por Sandes Junior com a votação do processo contra Corrêa. Na semana passada, Canedo gerou polêmica ao afirmar ter sido pressionado pela direção do PP para votar pela absolvição de Roberto Brant (PFL-MG). Sandes Junior disse que não há ?casuísmo? nem ocorreu retaliação a Canedo. O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), lamentou a saída do deputado Pedro Canedo e disse que este é mais um ato que atinge a imagem e provoca o desgaste para o órgão. Canedo renunciou à vaga no Conselho de Ética ontem ao alegar que vai deixar seu mandato parlamentar. ### Janene será examinado por junta médica Rose Ane Silveira Folhapress Brasília - O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), e a deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) decidiram pedir ontem à Mesa Diretora da Casa que envie uma junta médica para avaliar o atual estado de saúde do deputado José Janene (PP-PR). O líder do PP está de licença médica devido a um problema cardíaco e responde a processo no Conselho por quebra de decoro parlamentar por suposto envolvimento no esquema do ?mensalão?. Segundo Izar, o conselho não pode aceitar o parecer médico enviado ontem ao órgão pelos advogados de defesa de Janene. No documento, a defesa alega que o deputado não pode prestar depoimento ao Conselho por não poder ser submetido a situações estressantes. O laudo é uma resposta a uma consulta feita pela deputada Ângela Guadagnin, que é a relatora do caso contra Janene. A deputada indagou se o Janene poderia vir depor em Brasília ou se seria necessária a ida de representantes do Conselho até o Paraná. ?Pela resposta ele não pode depor de forma alguma, o que cria um impasse no Conselho. Temos que saber se o depoimento do deputado é fundamental ou não, já que ele entregou defesa por escrito. Caso ele não deponha, os advogados podem alegar cerceamento do amplo direito de defesa?, explicou a relatora. De acordo com a deputada, o laudo enviado pelos advogados do líder do PP é antigo.

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