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Nº 5735
Nacional

Oposi��o quer autor da lista de Furnas

| Silvio Navarro Folhapress Brasília - Os líderes dos partidos de oposição na Câmara cobraram ontem que a Polícia Federal identifique e responsabilize judicialmente o autor da “lista de Furnas”, que relaciona 156 políticos que teriam sido beneficiados d

Por | Edição do dia 03/02/2006 - Matéria atualizada em 03/02/2006 às 00h00

| Silvio Navarro Folhapress Brasília - Os líderes dos partidos de oposição na Câmara cobraram ontem que a Polícia Federal identifique e responsabilize judicialmente o autor da “lista de Furnas”, que relaciona 156 políticos que teriam sido beneficiados de um montante de R$ 40 milhões do caixa 2 gerenciado pela estatal durante as eleições de 2002. Em ofício endereçado ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, o líder do PSDB, Alberto Goldman (SP), solicitou a apuração do caso, “considerando a inclusão indevida e caluniosa do seu nome” na listagem publicada em um site na Internet. O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), líder da oposição na Casa, prometeu ir à Justiça contra o autor da listagem, embora afirme “ainda não saber” quem seria esse autor. O deputado afirmou ainda que o líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), telefonou ontem para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e pediu que ele monitore as investigações da PF sobre a autenticidade da relação. Apesar de afirmar não ter provas de que a lista veio do PT, Aleluia disse se tratar de “um episódio de guerra”. “Vou entrar com processo, mas tenho que estudar com cuidado para não cometer os mesmos erros dos acusadores.” Goldman aparece como beneficiário de R$ 150 mil do suposto caixa 2 de Furnas. Aleluia figura como destinatário de R$ 75 mil, e Maia, de R$ 200 mil. A denúncia foi feita no final do ano passado, quando a lista foi revelada pelo lobista mineiro Nilton Monteiro. O papel leva a assinatura de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva - até meados do ano passado. Toledo nega que a assinatura seja dele. Segundo a denúncia, Furnas centralizou os R$ 40 milhões, doados de 102 empresas privadas, estatais e fundos de pensão que têm relações com a companhia. O caso ganhou força nos últimos dias após o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) admitir à PF ter recebido R$ 75 mil do suposto esquema. PERÍCIA O perito Ricardo Molina analisou há cinco meses uma cópia da lista de Furnas e concluiu que ela não apresenta indícios de falsidade. “O que não quer dizer que o original seja autêntico”, afirmou. Ele disse que somente a avaliação do original poderá comprovar se o documento é verdadeiro. Molina contou que a cópia, com o timbre de Furnas, lhe foi encaminhada por um órgão de imprensa. “Recomendei que procurassem o original, mas até hoje não o recebi”, disse. A cópia apresentava um carimbo de autenticação de cartório, mas o perito disse que ela não dá garantia de autenticidade. “Tanto faz ter ou não o carimbo. O cartório não analisa a autenticidade do original.” Na época em que fez a análise, em outubro do ano passado, Molina explicou que somente com o original teria uma conclusão definitiva.

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