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Nº 5729
Nacional

Lula diz que n�o se sente em campanha

| Thiago Guimarães Folhapress Belo Horizonte - No dia em que cumpriu um roteiro típico de candidato em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não se sente em campanha. Disse que continuará inaugurando obras pelo País enquanto

Por | Edição do dia 04/02/2006 - Matéria atualizada em 04/02/2006 às 00h00

| Thiago Guimarães Folhapress Belo Horizonte - No dia em que cumpriu um roteiro típico de candidato em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não se sente em campanha. Disse que continuará inaugurando obras pelo País enquanto não se “colocar como candidato”, decisão sobre a qual declarou “não ter clareza” de quando ocorrerá. “Não me sinto em campanha”, disse Lula, em rápida entrevista após inauguração e visita a obras na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Os que falam isso, na verdade, gostariam que eu não inaugurasse as obras que eu comecei a fazer”, completou. Lula afirmou que seguirá seu roteiro de inaugurações pelo País até a realização da convenção do PT, que definirá o candidato do partido à reeleição. “Eu sou presidente da República até dia 31 de dezembro de 2006. A convenção dos partidos, o último dia delas é 30 de junho. Portanto, enquanto não houver convenção partidária, enquanto eu não me colocar como candidato, eu vou viajar pelo Brasil fazendo aquilo que eu tenho que fazer.” A passagem de Lula pela capital mineira teve contornos de campanha eleitoral. Logo na chegada, na base aérea da Pampulha, por volta das 16h30, um grupo de 200 militantes esperava o presidente - a maioria havia sido levada até lá em ônibus por um vereador do PPS de Belo Horizonte. Numa cena incomum nas chegadas de Lula a BH, os militantes foram autorizados a se aproximar do presidente, que chegou a pegar uma criança no colo. No meio dos militantes, uma faixa trazia os dizeres: “Queremos Lula para 2006”. Dentro da UFMG, no local onde está sendo construída a nova sede da escola de engenharia, o presidente cumprimentou alguns poucos militantes que puderam entrar. Dirigiu-se até os operários da obra, que tiveram o expediente encerrado mais cedo, e conversou com alguns deles. Lula disse que não irá interpelar judicialmente prefeitos e governadores em campanha por estarem inaugurando obras. “Não vou interpelar. Acho que cada um tem o direito de inaugurar. Quem fez inaugura, quem não fez lamenta.” ### PMDB descarta coligação com PT TATHIANA BARBAR Folha Online O PMDB descartou ontem, durante ato em apoio à pré-candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, para a presidência da República, qualquer hipótese de coligação com o PT. “O PMDB vai ter candidato próprio. É irreversível a candidatura própria do partido”, afirmou Rigotto. O presidente nacional da legenda, Michel Temer (SP), também foi taxativo. “Não há a menor possibilidade de o PMDB não ter candidatura própria. Eu apoio uma tese, a da candidatura própria, e vou com ela até as prévias.” Rigotto disputa a indicação do PMDB com o ex-governador e secretário licenciado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. “A prévia vai mobilizar o partido como há muito tempo nós não víamos uma mobilização. Ela vai alavancar a candidatura que sair desta prévia. É a mobilização da base do partido.” Nos bastidores, Lula trabalha para que a ala governista inclua na cédula de votação da prévia outra opção: a de um peemedebista ser vice numa aliança PT-PMDB. Segundo a Folha apurou, o próprio Lula sabe que será difícil ter o PMDB oficialmente ao seu lado, mas pretende costurar alianças estaduais entre os dois partidos, garantindo alguns palanques. “Um partido [PMDB] com essa capilarização nacional, com essa presença nacional, não tem a mínima possibilidade de não ter sua candidatura própria, seu projeto nacional. O presidente Lula e até o PSDB podem ter essa vontade de ter o PMDB ao seu lado, é natural, mas da vontade para a realidade tem uma distância muito grande”, afirmou o pré-candidato Rigotto.

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