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Nº 5730
Nacional

Tucano quer apura��o da lista de Furnas

| Folhapress Brasília O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse ontem que, antes de a CPI dos Correios investigar um suposto caixa 2 organizado pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, é preciso saber se é verdadeira a lista em que aparecem

Por | Edição do dia 04/02/2006 - Matéria atualizada em 04/02/2006 às 00h00

| Folhapress Brasília O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse ontem que, antes de a CPI dos Correios investigar um suposto caixa 2 organizado pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, é preciso saber se é verdadeira a lista em que aparecem 156 políticos, a maioria hoje na oposição, como beneficiários do dinheiro. “Acho que é uma fraude, um novo dossiê Cayman”, disse, em referência a documentos falsos sobre conta de tucanos no exterior. Em depoimento à Polícia Federal nesta semana, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) confirmou ter recebido R$ 75 mil do ex-diretor de Furnas, que nega. A Polícia Federal investiga a autenticidade da lista, assinada, supostamente, por Toledo, e procura também o original do documento, já que possui só uma cópia. Segundo Virgílio, o ministro Márcio Thomas Bastos (Justiça) disse, em conversa com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), acreditar na falsidade da lista. “Então peço ao ministro que, com clareza, diga que considera a lista falsa ou autorize alguém da Polícia Federal a dizer isso, para não ficar a honra de pessoas exposta a uma situação incômoda”, disse o senador. Ontem a Executiva Nacional do PT divulgou nota em que defende “a apuração rigorosa” do caixa dois em Furnas e refuta a acusação de que o partido seria o autor apócrifo da lista. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou falar sobre a lista de Furnas, ao deixar a universidade Federal de Minas Gerais (URMG). “Não é um problema meu, não vou comentar”, disse Lula, ao referir-se ao dossiê em poder da Polícia Federal. Os investigadores que apuram a veracidade da lista buscarão ajuda em depoimentos de políticos e empresários citados. O primeiro colaborador foi o ex-deputado Roberto Jefferson. Outros integrantes da lista podem ser chamados, mas os delegados que cuidam do caso consideram remota a possibilidade de que algum dos demais 155 políticos relacionados na cópia do suposto documento em posse da PF assuma o recebimento irregular de contribuição. É por conta dessa dificuldade que os delegados dizem esperar informações importantes de algumas das 89 empresas, bancos e fundos de previdência citados.

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