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Minist�rio do Trabalho flagra esquema

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| GLOBO ONLINE O Ministério do Trabalho informou na noite de sexta-feira que 10 funcionários, e não 12, como informara mais cedo o ministro Luiz Marinho, foram afastados por suspeita de irregularidades no setor de informática. Eles são acusados de tentar obter vantagens pessoais da Cobra Computadores, empresa do Banco do Brasil contratada em setembro de 2004 por R$ 9,2 milhões, sem licitação, para desenvolver um sistema de informática para o programa Primeiro Emprego. Segundo o Ministério do Trabalho, os funcionários foram afastados em agosto de 2005, depois de uma denúncia anônima encaminhada à pasta. Entre os funcionários está o secretário-executivo, Alencar Ferreira, que pediu exoneração nesta semana. O ministro Luiz Marinho havia anunciado o afastamento de 12 funcionários, que estariam dificultando o acesso da empresa às informações necessárias para desenvolvimento do programa em troca de vantagens pessoais. O ministro não quis dar detalhes do esquema, alegando que as investigações correm em sigilo e afirmou que decidiu tornar público o assunto depois que tomou conhecimento de que a revista IstoÉ teve acesso a informações da sindicância interna. Luiz Marinho contou que a denúncia chegou ao ministério em agosto, um mês depois que ele assumiu a pasta, e determinou que fosse aberta sindicância. As primeiras investigações apontaram que Alencar Ferreira, que é funcionário de carreira do Banco do Brasil, estaria envolvido no esquema. Segundo Marinho, embora já tivesse manifestado interesse em deixar o ministério, as denúncias de irregularidades apressaram a decisão de Ferreira, que pediu exoneração nesta semana, depois de saber que a IstoÉ deste fim de semana trará as denúncias. Ferreira foi levado para a pasta pelo ex-ministro Ricardo Berzoini. Marinho disse ainda que a Procuradoria-Geral da República e a Controladoria Geral da União (CGU) já foram informadas das denúncias. ?Há indícios de irregularidades, mas precisamos aprofundar as investigações?, afirmou o ministro. Os funcionários que ocupavam cargos comissionados e que foram afastados são Sebastião Ubirajara de Brito, coordenador-geral de Informática e Monique da Rocha Brandão, coordenadora administrativa. O ministro acredita que tanto a Cobra quanto a Politec sejam vítimas nesse processo.

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