Nacional
Relator diz que elei��o impede apura��o
Fernanda Krakovics Luiz Francisco Folhapress Brasília - O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse ontem que, se não fosse ano eleitoral, as investigações da comissão iriam ?às últimas conseqüências?. Ele se referia a um suposto caixa 2 organizado pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, em 2002, que teria ido para políticos do PSDB e do PFL. Para Serraglio, não é possível abrir uma nova frente de investigação agora, na reta final dos trabalhos. A CPI funciona até a primeira quinzena de abril, mas o relatório final deve ser apresentado entre os dias 15 e 20 de março. ?Estamos há um mês e meio do fim, isso é uma tentativa de politizar a CPI dos Correios. Estamos nas conclusões, como iniciar uma nova investigação agora? Eu queria que não estivéssemos em ano eleitoral porque aí a CPI iria às últimas conseqüências?, afirmou. Os parlamentares decidiram antecipar o final da CPI temendo a politização das investigações, devido à proximidade da disputa eleitoral. Essa avaliação impede, por exemplo, a prorrogação dos trabalhos por mais seis meses. Conhecida como a ?lista de Furnas?, o documento está cheio de erros factuais, tem inconsistências técnicas (mesmo para uma fotocópia) e só poderá ter sua veracidade avaliada com o original. ?Não tira o sono? O líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), disse ontem que a lista de Furnas não está tirando o sono do governo. ?Parece que a oposição é que está incomodada com a lista.? O secretário-geral do PSDB, deputado Eduardo Paes (RJ), afirmou que vai processar o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), que teria divulgado o documento, e todos os petistas que teriam repassado a lista pela Internet.