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Conselho livra ex-l�der do PP de cassa��o

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| Silvio Navarro Folhapress Brasília - Em uma decisão inédita desde o início da crise política, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou ontem, por 9 votos a 5, o parecer que recomendava a cassação do deputado Pedro Henry (MT), ex-líder do PP. O relator Orlando Fantazzini (PSOL-SP) o acusou de participar do esquema do ?mensalão?. Com a rejeição do relatório, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que apresentou voto favorável a Henry, foi encarregado de redigir um novo parecer, sugerindo a absolvição do pepista, para ser analisado em votação secreta pelo plenário - que tem autonomia para referendar ou não a decisão do conselho. Desde o início da crise, o conselho julgou oito acusados de envolvimento no escândalo. O único que teve relatório pela absolvição foi Sandro Mabel (PL-GO). Henry é o primeiro caso em que o conselho derrubou o voto do relator. Já Romeu Queiroz (PTB-MG) conseguiu, no plenário, reverter o parecer do conselho pela cassação. A votação do parecer foi polêmica, marcada por uma série de críticas ao relator, acusado de recomendar a perda do mandato sem provas, ?por osmose? e ?na política do ?achômetro??. No final, Fantazzini atribuiu o placar a um acordão: ?O acordão que imaginava ter no plenário chegou ao conselho. Está todo mundo morrendo de medo por causa da nova lista [de um suposto caixa 2 em Furnas]?, disse o deputado do PSOL, insinuando que o resultado sinalizava a costura de um ?acordão? entre partidos para salvar Roberto Brant (PFL-MG) e alguns petistas. Os nove votos que absolveram Henry foram de PFL (3), PSDB (2), PT (1), PP (2) e um do PSB. Votaram a favor do relatório: PSOL (2), PMDB (2) e PSB (1). O presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), rechaçou a tese do ?acordão?. ?Provamos que o Conselho de Ética não é um tribunal de exceção. Não acredito em acordão. Não podemos pedir cassação sem provas?, disse. Após o anúncio do resultado, comemorado com gritos e abraços, Henry disse que ?tinha convicção desde o início de sua inocência?. ?Resgato neste momento minha honra. Não participei de nenhum ato que julgo ser ilícito. É com essa mesma serenidade que quero ir a plenário.? Então líder do PP na Câmara, Henry foi apontado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de ser o responsável por ?distribuir? os recursos do caixa 2 do PT para a bancada. Jefferson também acusou o pepista de ter pressionado o líder do PTB, José Múcio (PE), para aceitar participar do esquema do ?mensalão?. Múcio nega a informação.

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