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Contrabandistas de diamante s�o presos
| Anderson Alves e Itamar Mayrink Agência O Globo A Polícia Federal prendeu, ontem, seis pessoas durante operação batizada de Carbono, realizada em três estados. Cinco suspeitos de tráfico internacional de diamantes foram presos em Minas Gerais e um no Rio. Segundo o Núcleo de Inteligência da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, a Operação Carbono teve o objetivo de combater o contrabando de pedras preciosas, além de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas. Também participaram da ação representantes do Ministério Público Federal e da Receita Federal. Entre os detidos está Luiz Eduardo Machado de Castro, superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral, de Minas Gerais, órgão do Ministério de Minas e Energia, responsável pela emissão do certificado Kimberley, que atesta a legitimidade de metais preciosos. Ele foi detido na cidade de Coromandel, na região do Triângulo Mineiro. Com ele, a polícia apreendeu certificados adulterados. Em Belo Horizonte, foi presa a comerciante Viviane Albertina dos Santos, suspeita de chefiar a quadrilha no Estado. Ela é acusada de manter relações comerciais com o contrabandista Hassan Ahmad, que está foragido. Ainda na capital mineira, foram detidos Patrícia Santos Pompeu Magalhães, Daniel Carneiro Pires e o contador Matheus Ribeiro da Silva. Segundo o delegado Alexandre Leão, da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, foram apreendidos dólares, mais de R$ 500 mil em pedras preciosas e grande quantidade de documentos. De acordo com as investigações, que vinham sendo feitas desde 2004, os diamantes eram transportados de cidades de Minas Gerais, do Rio, de Mato Grosso e Rondônia para Belo Horizonte e então exportados irregularmente para a Bélgica, Alemanha e Israel. ?A quadrilha comprava pedras irregularmente e a origem era atestada pelo certificado Kimberley?, afirmou Leão. O delegado disse ainda que existe a suspeita de ligações da quadrilha com grupos de guerrilhas na África e, ainda, com terroristas árabes. A direção do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) determinou a suspensão das emissões de certificados Kimberley, documento fundamental para a exportação de diamantes brutos do Brasil.