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Ex-diretor nega ter financiado pol�ticos
Fernanda Krakovics Rubens Valente Folhapress Brasília - O ex-diretor de Furnas Dimas Toledo negou ontem, em depoimento à CPI dos Correios, ter arrecadado dinheiro para campanhas políticas e disse ser falsa a lista - que teria a sua assinatura- em que aparecem 156 políticos como beneficiários de um suposto caixa 2 nas eleições de 2002. ?Quanto à lista de Furnas, nego qualquer participação em sua elaboração. É montagem ou falsificação cheia de não conformidades, feita somente para manchar o nome das pessoas ali citadas.? O depoimento não havia terminado até as 20h de ontem. O ex-diretor de Furnas também negou que pagasse R$ 3 milhões mensais, divididos entre PT e PTB, para se manter no cargo, acusação feita pelo deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ). O parlamentar confirmou ainda à Polícia Federal que recebeu R$ 75 mil de Dimas, em esquema de caixa 2, como consta na lista. INDICAÇÃO O ex-diretor da estatal afirmou que esteve com o deputado Cassado uma única vez, em abril de 2005, porque soube que o petebista indicaria outra pessoa para o cargo que ocupava. ?Achei que era a oportunidade de convencê-lo a colocar um funcionário de carreira?, disse Dimas, segundo o qual Jefferson mudou de idéia e decidiu conservá-lo na função. ?Ele gostou de mim?, afirmou. Dimas negou conhecer o lobista Nilton Monteiro, que teria entregue a lista à Polícia Federal, e a afirmação de que tinha recibos de pagamentos feitos a políticos. Ele prestou depoimento com um habeas corpus concedido pelo STF, dando-lhe o direito de não responder perguntas que pudessem incriminá-lo.