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Astronauta planta feij�o no espa�o
São Paulo - O astronauta brasileiro Marcos Cesar Pontes vai plantar feijão durante a sua viagem ao espaço, marcada para o próximo dia 30 de março e que custará ao País cerca de US$ 10 milhões. A experiência será realizada simultaneamente por alunos da rede municipal de ensino de São José dos Campos, em São Paulo. O objetivo é comparar as diferenças entre a germinação na Terra e no espaço. O experimento, admitem os técnicos, trará mais ganhos educacionais do que científicos. ?É importante as crianças participarem e se envolverem em um acontecimento histórico. Isso pode trazer um grande estímulo para desenvolver o interesse deles pela ciência?, afirmou Elisa Farinha, coordenadora de ciências da Secretaria Municipal da Educação de São José dos Campos. Alunos de quatro escolas públicas terão participação na experiência. Além da germinação de feijão, também será testada (na Terra e no espaço) a cromatografia (separação de substâncias líquidas) da clorofila. Os tipos de experiências a serem realizados pelos alunos foram sugeridos pelos próprios técnicos da missão. A Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgou semana passada os oito experimentos que serão levados na primeira viagem espacial de um brasileiro. Pontes viajará numa nave russa Soyuz para Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). As experiências analisadas por uma equipe russa, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos. Pontes está na Rússia participando dos preparativos para a viagem. O experimento nanossonda para ambiente de microgravidade, da Universidade Federal de Pernambuco, que tinha como objetivo avaliar a influência dos efeitos da ausência de gravidade na fabricação de novos materiais, foi reprovado. ?Havia necessidade de utilização de um forno de alta temperatura que infelizmente não estará disponível na ISS?, disse Raimundo Nonato Mussi, coordenador da missão de Marcos Pontes. As demais experiências são de responsabilidade de cinco instituições de pesquisa brasileiras. As experiências pesam 15 quilos. Mas na volta para Terra, como dois terços da nave russa serão descartados, apenas cinco quilos poderão ser trazidos. Mussi descartou uma relação entre a viagem de Pontes e o calendário eleitoral brasileiro. ?Quando fui chamado à Rússia, me perguntaram se poderíamos viajar em março. Se não fosse em março, ela não ocorreria?, afirmou. O astronauta brasileiro em treino, Marcos Cesar Pontes, rebateu afirmações vindas do cenário político de que ele esteja sendo submetido a risco de morte por conta do tempo exíguo de treinamento para sua viagem espacial. A polêmica se instaurou por conta de reportagem que revelou que a data do vôo havia sido antecipada de outubro para março durante as negociações, a pedido do governo brasileiro, em razão da eleição presidencial. ?Eu estou pronto para voar. Não tenho nenhuma restrição ou falta de competência para o vôo devido ao tempo curto do treinamento, muito menos apreensão com isso?, afirmou o astronauta brasileiro.