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Nº 5730
Nacional

Fam�lias relutam em deixar suas casas

| Sílvia Freire Folhapress A maioria das famílias atingidas pela enchente em Rio Branco (AC) resiste em sair de suas casas. Das 31.164 pessoas atingidas pela cheia do rio Acre, cerca de 3.400 pessoas estavam ontem em abrigos providenciados pela prefeitu

Por | Edição do dia 21/02/2006 - Matéria atualizada em 21/02/2006 às 00h00

| Sílvia Freire Folhapress A maioria das famílias atingidas pela enchente em Rio Branco (AC) resiste em sair de suas casas. Das 31.164 pessoas atingidas pela cheia do rio Acre, cerca de 3.400 pessoas estavam ontem em abrigos providenciados pela prefeitura em escolas ou ginásios. Outras 3.600 estavam alojadas em casas de parentes ou amigos, segundo dados da Defesa Civil municipal. A capital acreana tem 305.731 habitantes. “Muitos insistem em ficar nas suas casas mesmo estando alagadas com água fétida, com esgoto. Mas estamos aqui na chuva convencendo o pessoal a sair”, disse ontem o coronel Gilvan Vasconcelos, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco. Segundo o órgão, 7.791 casas estão alagadas na capital acreana. Ontem, o nível do rio Acre, que corta Rio Branco, continuou a subir e mais um bairro foi alagado. Atualmente, 25 bairros estão embaixo d’água. Às 6h de ontem, o nível do rio era de 16,64 metros, seis centímetros acima da cota medida às 16h do domingo passado. No início da tarde, às 12h (14h em Brasília), a cota já era de 16,65 metros. Afluente é problema Segundo a Defesa Civil do Estado, o aumento do nível do rio Acre na altura de Rio Branco é causado principalmente pelo grande volume de água despejado pelo afluente Riozinho do Rola, que continua a subir. Em vários bairros, só é possível circular com barcos. O nível da água, em alguns bairros, já ultrapassou os fios de energia, e a rede elétrica foi desligada por medida de segurança. O serviço de abastecimento de água, que está comprometido em diversos bairros, também foi suspenso. Cerca de 700 pessoas trabalhavam ontem no atendimento às famílias atingidas - 400 integrantes da Defesa Civil do município e do Corpo de Bombeiros, cem soldados do Exército e cerca de 200 voluntários. Sessenta e oito embarcações de vários tamanhos são usadas para o resgate e assistência às vítimas.

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