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CPI analisa documento depois do feriado

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| Folhapress Brasília O presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral (PT-MS), disse que a comissão analisará a partir da próxima quinta-feira os documentos enviados pelas autoridades norte-americanas que descrevem a movimentação financeira da empresa ?offshore? Dusseldorf, aberta no exterior pelo marqueteiro Duda Mendonça para receber R$ 10,5 milhões do esquema de caixa 2 do PT. Além de Delcídio, apenas três parlamentares terão acesso aos papéis: o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) e os adjuntos Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Maurício Rands (PT-PE). ?Um ou dois? técnicos, segundo Delcídio, também deverão ser credenciados. O acesso aos documentos deverá ser formalizado numa reunião no Ministério da Justiça, na quinta. Desde quinta a comissão já podia ter acesso ao material, mas o carnaval empurrou a medida para a semana que vem. Segundo Delcídio, em breve deverá chegar ao Brasil a outra parte da documentação sobre Duda nos EUA: o sigilo de uma ou várias contas abertas por familiares de Duda em Miami, e que foram bloqueadas administrativamente pelas autoridades americanas. Grande parte dos documentos que serão liberados à CPI já foi analisada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. A PF já conseguiu detectar o destino de US$ 1,13 milhão da Dusseldorf: duas empresas ?offshore? cujos donos são ainda ignorados. ?A expectativa é bastante alta. Imaginamos que as movimentações expliquem a origem dos recursos que abasteciam a Dusseldorf?, disse Serraglio. Ele supõe que a conta de Duda nas Bahamas tenha movimentado mais do que os R$ 10,5 milhões. ### Relatório deve ter novos mensaleiros | Felipe Recondo Folhapress Brasília - O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), confirmou ontem que o relatório final da comissão deve incluir o nome de outros parlamentares suspeitos de receber recursos das contas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Na próxima semana, serão incluídos dados de transferências feitas por corretoras que operam no mercado. Os técnicos da CPI cruzam, por intermédio de um programa de computador, os dados de transferência de recursos com os nomes de assessores de parlamentares e de deputados e senadores. O relator disse que há indícios da existência de novos mensaleiros, mas que até agora não foram identificado casos concretos. ?Há várias suspeitas, suspeitas fortes?, afirmou. Dependendo da continuidade das investigações nas próximas três semanas, Serraglio vai decidir se acrescenta ou não novos casos no relatório final, inclusive com a identificação do parlamentar possivelmente beneficiado pela remessa de dinheiro. ?Se ficar só nesse nível de suspeição e não tivermos mais elementos, não levaremos adiante. Se as suspeitas se mantiverem e avançarmos, eu toco para a frente. Coloco inclusive o nome?, acrescentou Serraglio sem querer citar nomes. Os nomes devem ser mantidos em sigilo até o dia 20 de março, data de divulgação do relatório final da CPI dos Correios. O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), adiantou que pela existência desses novos nomes, o relatório final será remetido para a Corregedoria da Câmara dos Deputados para a abertura de novos processos contra parlamentares.

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