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Duda tem US$ 300 mil a mais na conta

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| Felipe Recondo Folha Online Brasília - Os integrantes da CPI dos Correios encontraram uma diferença de cerca de US$ 300 mil na conta Dusseldorf, do publicitário Duda Mendonça, aberta no BankBoston de Miami (EUA). No ano passado, Duda admitiu em depoimento à CPI ter recebido o equivalente a R$ 10,5 milhões do caixa 2 do PT para pagamento de serviços prestados na campanha eleitoral do partido de 2002. A diferença de valor foi detectada na primeira consulta dos integrantes da CPI aos documentos enviados pela promotoria Distrital de Nova York sobre as contas de Duda no exterior. A autorização para a CPI consultar os dados saiu apenas no dia 23 de fevereiro. A CPI também teve acesso aos dados de mais 15 contas que abasteceram a Dusseldorf. Os documentos já estavam com o Ministério da Justiça e o Ministério Público há mais de três meses, mas não haviam sido liberados para a CPI porque a Justiça norte-americana temia o vazamento de informações para a imprensa. outras palavras Além da diferença entre os valores recebidos na conta Dusseldorf, os integrantes da CPI também encontraram outras diferenças entre o depoimento de Duda e os documentos enviados pela promotoria Distrital de Nova York. ?Nós temos condição, numa primeira análise, de dizer que há discrepância entre as afirmações de Duda e o que está sendo investigado?, disse o relator da CPI, Osmar Serraglio (PMDB-PR). ?Há suspeita fortíssima de que ele não tenha falado a verdade [sobre o valor].? Em seu depoimento à CPI, Duda disse que abriu a conta Dusseldorf a pedido do empresário Marcos Valério de Souza, acusado de ser o operador do suposto mensalão. Valério negou a informação. Para a CPI, Duda pode ter mentido sobre essa questão. A sócia de Duda, Zilmar Fernandes, também afirmou ter aberto a conta no exterior a pedido de Marcos Valério. O acerto teria sido feito em março em conversa entre Zilmar e Valério. ?Quando foi em início de março, Marcos Valério disse-me que estava bastante difícil fazer os pagamentos e que eu precisaria fornecer para ele um número de conta lá fora, no exterior, para que ele pudesse fazer os pagamentos, que basicamente teria que ser assim?, disse Zilmar à CPI em agosto do ano passado. A investigação da CPI, porém, mostrou que a conta foi aberta em fevereiro. Ou seja: um mês antes da suposta conversa em que teria sido acertada a abertura da conta. ?Essa é a verdade que está posta agora [de que a conta foi aberta a pedido de Marcos Valério]. Entendemos que ela não será a verdadeira [até o fim da investigação]?, afirmou Serraglio. ### Lista da CPI deve conter novos 10 nomes | FERNANDO RODRIGUES Folha Online A parte principal do relatório final da CPI dos Correios deve ampliar a lista de congressistas mensaleiros em até cerca de mais dez nomes. É possível que um deles seja o de um senador. Só três pessoas até agora sabem com segurança quem pode ser incluído: o senador Delcídio Amaral (PT-MS), o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) e um técnico que trabalha para a comissão. Até ontem, 19 nomes de deputados foram relacionados ao caso do mensalão. Quatro renunciaram para escapar da cassação. Dois foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Onze aguardam julgamento e só dois foram cassados - Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP). Quando o escândalo tomou corpo, com as duas entrevistas de Jefferson à Folha, em junho passado, o então presidente nacional do PTB falava em aproximadamente 80 congressistas envolvidos no esquema. Novos nomes que devem ser incorporados à lista dos mensaleiros devem sair de duas apurações distintas dentro da CPI. A primeira é conduzida pelo deputado ACM Neto (PFL-BA), e investiga a relação entre fundos de pensão de empresas estatais federais e corretoras. A outra investigação é com o nome de todos os assessores de deputados e de senadores no Congresso. A CPI verifica se essas pessoas receberam depósitos em conta corrente ou se fizeram saques na boca do caixa de contas relacionadas a empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser um dos principais operadores do mensalão. Esses cruzamentos com nomes de assessores de congressistas já produziu bem mais de uma dezena de possíveis novos parlamentares mensaleiros. O problema é que Delcídio Amaral, presidente da comissão, e Osmar Serraglio, relator, não sabem quais são os casos de verdadeiros serviços prestados ou de conexões com o esquema do mensalão. Há casos de assessores de congressistas que sacaram ou receberam depósitos de valor inferior a R$ 1.000 ao longo do período investigado pela comissão. Esses, em tese, terão seus chefes excluídos da nova lista. ### CPI dos Bingos deve prorrogar trabalhos | FOLHAPRESS Brasília O senador Romeu Tuma (PFL-SP) sugeriu a prorrogação dos trabalhos da CPI dos Bingos, cujo término está marcado para 25 de abril. O principal argumento de Tuma para a extensão dos trabalhos é aprofundar as investigações sobre Paulo Okamotto, presidente do Sebrae e amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A quebra dos sigilos telefônico, fiscal e bancário de Okamotto voltou a ser discutida na CPI depois que técnicos da comissão receberam relatório sobre ligações telefônicas dele. O relatório mostra que Okamotto falava com freqüência, durante 2002, com o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e até com uma das empresas do publicitário Duda Mendonça. TELEFONEMAS Ao todo, foram localizados 161 telefonemas com pessoas citadas nas investigações da CPI dos Correios. A maior parte se concentra no ano da eleição. Foram encontradas também algumas ligações no início de 2003. Okamotto argumenta ser natural que ele falasse com petistas na época, já que trabalhou na campanha de Lula. ?Não podemos deixar que aconteça o mesmo que ocorreu com a CPI do mensalão?, disse Tuma, referindo-se à comissão que encerrou seus trabalhos sem votar um relatório final ou apontar culpados pelo esquema. ?Tenho a mesma opinião do presidente [da CPI]. Precisamos ter acesso ao sigilo do Okamotto?, disse. ?Aliás, acho que ele, como presidente do Sebrae, já deveria ter colocado tudo à disposição.? Okamotto conseguiu impedir o acesso da CPI aos seus sigilos ao ingressar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal neste ano. Em 30 de janeiro, o presidente do STF, Nelson Jobim, concedeu liminar favorável a Okamotto. O ministro Cezar Peluso foi encarregado de analisar o caso, e já deu parecer mantendo a decisão, que agora precisa ser analisada pelo plenário do STF. O presidente do Sebrae é investigado pela CPI por ter admitido ser o responsável pelo pagamento de uma dívida de R$ 29,4 mil do presidente Lula com a direção do PT. ### CPI quer apurar denúncia de ameaça a parentes de Celso | Folhapress Brasília Integrantes da CPI dos Bingos disseram ontem que vão cobrar explicações das polícias Civil e Federal sobre a informação de que familiares do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), assassinado em 2002, decidiram abandonar o País por terem sido ameaçados de morte. O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), relator da comissão, se disse surpreso. ?É evidente que temos de saber exatamente o que aconteceu. Tanto a Polícia Federal quanto à Polícia Civil do Estado de São Paulo precisam dar explicações?, afirmou. Em reportagem publicada ontem, a Folha de S.Paulo informou que Bruno, irmão caçula de Celso Daniel, sua mulher, Marilena, e os três filhos do casal deixaram o Brasil nesta semana por causa de ameaças de morte. Um dos dois filhos de João Francisco Daniel - irmão mais velho do prefeito assassinado - também deverá sair do País nos próximos dias pelo mesmo motivo. Segundo os irmãos de Daniel, as ameaças começaram dias depois de os dois participarem de uma acareação na CPI dos Bingos com Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, realizado em 26 de outubro passado, os dois reafirmaram que a morte de Celso Daniel está relacionada a um esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André. ### Tuma diz que CPI foi desmoralizada | FOLHAPRESS Brasília e São Paulo Os irmãos disseram na CPI dos Bingos que o assassinato de Celso Daniel está relacionado a um esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André em que o dinheiro arrecadado teria como objetivo financiar campanhas do PT, entre elas a de Lula em 2002. Os irmãos de Daniel disseram que souberam do esquema por intermédio de Gilberto Carvalho. O senador Romeu Tuma (PFL-SP), integrante da comissão, se disse ?revoltado?. ?É revoltante a gente ficar sabendo disso pelos jornais?, disse. ?É uma desmoralização para a CPI. Precisamos fazer alguma coisa.? Na terça-feira da semana que vem, Tuma vai propor que a CPI busque informações sobre a segurança dos familiares de Daniel. ?A polícia não pode ficar alheia a esse tipo de coisa. Precisamos saber se a segurança foi garantida ou não.? O parlamentar vai pedir ainda que os colegas escolham um representante do Senado para tentar fazer contato com a família do prefeito no exterior. ?Pode ser um senador ou assessor, mas eles precisam ser ouvidos?, disse. Para Tuma, ?não há dúvida? de que as ameaças partem de ?um esquema criminoso?. ?Tem bandidos envolvidos. Isso [ameaça a testemunhas] é coisa do crime organizado?, afirmou. Um dos poucos petistas que aceitam discutir a hipótese de que o assassinato não foi crime comum, o senador Eduardo Suplicy (SP) contou ontem que telefonou para o promotor de Justiça de Santo André Roberto Wider para obter informações sobre os familiares de Celso Daniel. ?Ele [Wider] não me deu detalhes. Só me disse que a família estava se sentindo insegura?, disse Suplicy. Antes de decidirem deixar o País, os irmãos Bruno e João Francisco contaram que, num primeiro momento, as ameaças foram feitas por carta anônima. Depois, eles souberam por intermédio de um familiar sobre a existência de um plano de seqüestro dos filhos de Bruno. Não sabia de ameaças A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou ontem, por meio de nota, que deu toda a assistência necessária à família de Bruno Daniel. Informou, porém, que desconhecia as recentes ameaças de morte feitas contra familiares de Celso Daniel. ?Em 21 de novembro, Bruno Daniel registrou um termo de declaração, na 3ª Delegacia de Proteção à Pessoa, sobre ameaças que sofreu. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil está monitorando e, até o momento, passados cinco meses, não houve mais nenhuma ameaça?, informou.

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