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Nº 5731
Nacional

Fiesp ap�ia cr�ticas da CNBB contra Lula

| Folha Online São Paulo A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) saiu em defesa do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Pedro Scherer, que criticou a política econômica do governo Luiz Inácio

Por | Edição do dia 03/03/2006 - Matéria atualizada em 03/03/2006 às 00h00

| Folha Online São Paulo A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) saiu em defesa do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Pedro Scherer, que criticou a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que é preciso rever “os juros altos” porque o Brasil tem sido um “paraíso financeiro”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por seu lado, defendeu-se anteontem das críticas feitas ao seu governo por dom Odilo Scherer, que reclamou mudanças na política social e econômica para superar a pobreza e corrigir o desnível entre ricos e pobres no País. “Estamos conseguindo mudar o Brasil porque o econômico e o social estão avançando juntos”, afirmou o presidente Lula durante solenidade no Palácio do Planalto, sem citar nominalmente o secretário-geral ou a Conferência dos Bispos. União O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, deve visitar dom Odilo na próxima semana para cumprimentá-lo pelas declarações. Na visita, Skaf deve discutir com representantes da CNBB propostas para o desenvolvimento do País combinado à melhoria das condições sociais da população. Skaf deve convidar o cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, para acompanhá-lo nessa visita à CNBB. “Somos parceiros na área da responsabilidade social e gostaria de merecer a sua companhia [dom Cláudio] nessa visita à entidade maior do clero do Brasil”, afirmou Skaf. NOTA Em nota, a Fiesp repetiu as declarações de dom Cláudio e informou que “é chegada a hora de se criar um Projeto Brasil, um programa corajoso, responsável e factível, que privilegie o desenvolvimento, diminuindo o poder monetário que está impedindo o crescimento do País”. “Os homens que decidem a política econômica do governo não são maus brasileiros, mas seguem temendo um fantasma há muito dominado: a inflação. Vivemos novos tempos. Precisamos diminuir corajosa e responsavelmente as taxas de juros para gerar trabalho, distribuir renda e acabar com o ‘paraíso financeiro’ em que nos tornamos. ### CNBB mantém discurso contra a política do governo | Biaggio Talento Estadão Online O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal-arcebispo d. Geraldo Majella Agnelo, afirmou ontem que o Bolsa-Família é um programa assistencialista. “Quem está com fome deve receber seu alimento, mas não ficar assim, sendo estimulado a não fazer nada, ganhando R$ 60, R$ 80 por mês. Dê trabalho para todos”, disse, assinalando que se programas como o Bolsa-Família são “politicalha” para ganhar votos, “é claro que não posso louvar”. Ele qualificou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o “mais submisso” aos banqueiros da história do Brasil. “Às vezes se faz comparação com outros governos, mas acho que nunca houve um tão submisso às condições impostas pelos credores do que esse atual governo”, declarou, constatando não haver “nenhum banco que foi à falência” no governo Lula. D. Geraldo é o terceiro dirigente da CNBB a criticar o governo esta semana, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade. Na quarta-feira passada, o secretário-geral da entidade, d. Odílio Scherer, disse que Lula transformou o País num “paraíso financeiro” e o cardeal-arcebispo de São Paulo d. Cláudio Hummes classificou o pífio crescimento do PIB no ano passado como uma “surpresa desagradável”. D. Geraldo garantiu que a CNBB não está fazendo oposição ao Planalto, mas apenas chamando a atenção para os problemas enfrentados pelo Brasil, principalmente na área social. Ele disse não poder pensar “que o Lula não queira bem ao Brasil, ele que vem do meio da pobreza”, mas a CNBB está alertando o presidente há algum tempo: “Escuta, é urgente, precisamos melhorar a promoção humana e aí uma mudança na parte econômica precisa ser feita, não para privilegiar um grupo, mas os que mais sofrem.” Avanços do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista para a revista The Economist, que considera como os dois principais avanços de seu governo: a estabilidade econômica e o progresso na área social. Ele não revelou se é candidato à reeleição, mas disse que as mais importantes tarefas que devem ser realizadas pelo próximo governo deverão ser a complementação da reforma tributária, a reforma sindical e trabalhista. Lula garantiu que não existem desavenças entre o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo Lula, a busca de um pacto social para reduzir o gasto do governo e melhorar a qualidade de seus serviços terá que esperar as eleições de outubro. “Num ano eleitoral é difícil se conquistar um acordo social, mas estou totalmente consciente de que, num período mais calmo, todo mundo vai concordar que precisamos nos comprometer a não gastar mais dinheiro do que podemos”, disse Lula. O presidente abordou vários temas relacionados à política externa. Entre eles, o de que está tentando promover um encontro entre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e George W. Bush.

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