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DNA cobra R$ 13 mi do BB e Visanet

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| PAULO PEIXOTO Folha Online Belo Horizonte - A DNA Propaganda, que tem como um dos sócios Marcos Valério de Souza, apresentou no dia 16 de fevereiro notificação judicial contra o Banco do Brasil e a empresa Visanet para receber R$ 12,9 milhões (valor sem correção) em serviços supostamente prestados por ela e não pagos. Para o BB, é a agência de Valério quem teria que devolver R$ 23 milhões. Nesse imbróglio milionário, coube à DNA iniciar a disputa na Justiça de Brasília. Segundo o advogado Rodolfo Gropen, a notificação é o primeiro passo para a apresentação da ação de cobrança, caso BB e Visanet não paguem a alegada dívida em 30 dias. Em dezembro, a DNA apresentou notificação extrajudicial (em cartório) contra o BB alegando que, no mês anterior, o banco se recusou a receber ?15 quilos de documentos? que comprovariam que a DNA é credora. Com aquela notificação, coube ao cartório promover a entrega da documentação, disse Gropen. Como não houve resposta, a DNA iniciou a cobrança. A assessoria do Banco do Brasil informou que o banco só se pronunciará após ser notificado, o que ainda não ocorreu. Mas a assessoria informou que, ?sendo um documento oficial?, continua prevalecendo os dados apresentados pela auditoria do banco à CPI dos Correios, pelos quais o BB diz ser credor da DNA em R$ 23,2 milhões, já que não tem os referidos comprovantes de serviços supostamente prestados pela DNA nesse valor para os cartões com bandeira Visa. A versão da DNA é que em 17 de janeiro do ano passado o BB apontava uma diferença a favor da Visanet de R$ 2.064.522,61. Referia-se a serviços pagos e não prestados pela DNA até 14 de dezembro de 2004. Essa cobrança está registrada em correspondência encaminhada à agência pela Diretoria de Marketing e Comunicação do BB. A DNA alega ter feito os seus levantamentos e constatado que, após 14 de dezembro e no decorrer de 2005, realizou ?diversos serviços? para a Visanet, ?solicitados e autorizados pelo Banco do Brasil?. Por esses serviços executados sem o respectivo pagamento foram gastos R$ 15.047.210,35. Abatendo, então, o que ela devia ao Banco do Brasil, a DNA chegou ao valor de R$ 12,9 milhões. A relação BB-Visanet-DNA funcionava de forma pouco convencional, com repasses antecipados. A agência alega que ao fim do ano fazia a verificação dos valores gastos, e os comparava aos anteriores.

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