Nacional
Soldados ocupam 9 morros no Rio
| Folha Online Rio de Janeiro O Exército ocupou ontem o morro da Mangueira. É o nono morro ocupado na zona norte da cidade desde a sexta-feira passada (3), quando dez fuzis FAL e uma pistola foram levados por ladrões de um quartel na mesma região, em São Cristóvão. Na noite de domingo (5), uma bomba de fabricação caseira foi jogada contra os soldados que ocupam o morro da Providência. Ontem de manhã, os militares entraram em confronto com supostos traficantes. Um adolescente morreu após ser atingido por um tiro. No total, segundo o Comando Militar do Leste, mais de 1.200 homens das Forças Armadas e da Polícia Militar estão envolvidos na operação, que só deverá terminar quando as armas forem encontradas. Estão ocupados o morro da Providência; o morro do Dendê; e as favelas Jardim América, Parque Alegria, Jacarezinho e Manguinhos; além da favela Nova Brasília, do complexo do Alemão; e Vila dos Pinheiros, do complexo da Maré. Em alguns locais, os militares utilizam carros blindados. Tropas de Brasília (DF) e Goiânia (GO) ainda deverão envolver-se na operação. Com carros de som, as tropas pedem a colaboração dos moradores na operação. O roubo ocorreu na madrugada de sexta. Sete homens vestindo roupas camufladas e toucas-ninjas invadiram o ECT (Estabelecimento Central de Transportes), renderam soldados responsáveis pela guarda e roubaram armas que estavam em armários. Um inquérito policial militar foi instaurado após o roubo. O Exército obteve mandados de busca - com validade indeterminada - na Justiça Militar. Direito do exército O presidente interino da República e ministro da Defesa, José Alencar, disse ontem, em Porto Alegre (RS), considerar um direito do Exército a invasão no Rio. ?Houve um assalto em uma unidade logística do Exército. Houve um assalto com farda simulada, toucas-ninjas. Entraram, renderam o pessoal que estava lá e roubaram dez fuzis. O Exército está com autorização judicial buscando o que lhe é de direito, a devolução dessas armas e a prisão dos responsáveis por esse crime?, afirmou.