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Nº 5731
Nacional

Rumores sobre acord�o p�em C�mara em xeque

| Fábio Zanini Folhapress Brasília - Pela primeira vez desde o início do caso do mensalão, a Câmara tentará amanhã votar em plenário o processo de dois dos acusados. Pela manhã deve ser apreciado o caso de Roberto Brant (PFL-MG). À tarde deve ser a vez

Por | Edição do dia 07/03/2006 - Matéria atualizada em 07/03/2006 às 00h00

| Fábio Zanini Folhapress Brasília - Pela primeira vez desde o início do caso do mensalão, a Câmara tentará amanhã votar em plenário o processo de dois dos acusados. Pela manhã deve ser apreciado o caso de Roberto Brant (PFL-MG). À tarde deve ser a vez de Professor Luizinho (PT-SP). Será o maior teste para os deputados a respeito de haver ou não acordão para salvar a maioria dos 11 mensaleiros ainda na fila de possíveis cassados. Poucos aceitam prever o desfecho da primeira votação dupla no plenário. No salão verde, área contígua ao plenário da Casa, os comentários gerais apontam para uma dificuldade em salvar dois mensaleiros num mesmo dia. A imagem dos deputados ficaria muito ruim e haveria a impressão clara de um acordo para evitar punições. O PT salvaria o pefelista e vice-versa. Voto secreto A reportagem ouviu de alguns petistas e pefelistas, na condição de não terem seus nomes revelados, que o custo de absolver dois deputados num único dia seria grande apenas por um período curto. Depois, essa cobrança seria diluída, e o preço não seria cobrado individualmente de ninguém, pois a votação é secreta. O caso do deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) é lembrado. O petebista admitiu ter recebido alguns milhares de reais do valerioduto, mas acabou absolvido pelo plenário - por uma votação expressiva, com 250 votos em seu favor e só 162 pela punição. Passado algum tempo, ninguém mais fala sobre a absolvição. Prejudicado Uma outra interpretação ouvida no Congresso Nacional é que Luizinho, ex-líder do governo, deve ser o grande prejudicado pelo fato de seu julgamento ter ficado para a tarde. Como o processo de Brant vai a voto antes, pode haver traição na segunda votação do dia. Brant é um congressista que mantém relações cordiais com integrantes de todos os partidos e sua absolvição é dada como possível. Brant tem a seu favor a semelhança com o processo de Queiroz, o que teria criado uma espécie de jurisprudência. Ambos receberam R$ 102 mil não contabilizados por meio da Usiminas. Se Brant se salvar, cria-se uma situação perigosa. Será a terceira absolvição em cinco casos. A pressão para cassar Luizinho em seguida deve aumentar, segundo expectativa de parlamentares. Ironicamente, seu delito desde o início era considerado leve, e a absolvição tida como provável. O petista sacou R$ 20 mil do esquema, por meio de um assessor. A situação do petista se complica mais porque a votação no plenário do processo seguinte deve resultar na absolvição de Pedro Henry (PP-MT).

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