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Le�o&Le�o ganha servi�o ap�s esc�ndalo
Marcelo Toledo Rogério Pagnan Folhapress A empreiteira Leão&Leão ganhou mais uma vez a disputa para gerenciar o serviço de limpeza urbana em Ribeirão Preto, com uma proposta R$ 20 milhões abaixo do preço previsto pela prefeitura e R$ 10,5 milhões inferior à apresentada pela segunda colocada na licitação. O contrato é válido por 30 meses, prorrogáveis por outros 30. Assim como fez em 1999, quando ganhou a licitação para o mesmo serviço, o preço da empresa ficou muito abaixo do apresentado pelas outras nove concorrentes. Sem a empreiteira de Ribeirão, a média dos valores oferecidos pelas outras empresas é de R$ 58,5 milhões, ou 35,7% a mais que os R$ 43,1 milhões da Leão. Há sete anos, a prefeitura também esperava pagar mais, R$ 66 milhões, mas a Leão Ambiental apresentou uma proposta bem inferior: R$ 31,4 milhões. A empresa cobrava R$ 32 a tonelada do lixo recolhida, que balizou a licitação, mas se propôs realizar o serviço por R$ 17. A limpeza pública de Ribeirão é responsável por um escândalo de suposta corrupção envolvendo a Leão&Leão e a prefeitura. O advogado Rogério Buratti, ex-assessor do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que a Leão pagava propina mensal de R$ 50 mil ao prefeito. Os envelopes com as propostas comerciais das dez empresas participantes da licitação foram abertos na sexta-feira passada no Daerp (Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto) pela comissão especial de licitações da limpeza pública da prefeitura. O valor para os 30 meses previsto pela gestão do prefeito Welson Gasparini (PSDB) foi de R$ 63,3 milhões. Por mês, a proposta da Leão é de R$ 1.438.733,04, contra R$ 1.789.331,89 da segunda proposta mais baixa apresentada, da Ambitec, de Guará, cujo valor global é de R$ 53,6 milhões. A mais alta, por sua vez, foi da Consita, de R$ 68,1 milhões.