loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Conselho pede fim de voto secreto

Ouvir
Compartilhar

| Fábio Zanini Folhapress Brasília - Depois de ver seus pareceres pró-cassação de Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP) serem desrespeitados pelo plenário da Câmara, o Conselho de Ética partiu para o contra-ataque, denunciando ser vítima de uma campanha de desmoralização. Além disso, um pacote com medidas para fortalecer a autoridade do órgão, incluindo o fim do voto secreto de plenário para cassações, foi preparado em tempo recorde e será apresentado ao presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B - SP) ainda nesta semana. A pedido do presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) preparou um documento de seis páginas com propostas de mudanças para fortalecer o conselho. ?No formato atual, o conselho revela-se aquém da responsabilidade de que se acha investido e pouco imune ao jogo político-partidário?, diz o documento. Entre as mudanças regimentais, a mais importante é a criação de penas intermediárias entre a cassação, considerada muito severa, e a suspensão por um mês ou a censura, consideradas muito brandas. Sugere ainda que o conselho passe a ter o poder de convocar testemunhas, que possa funcionar nos recessos parlamentares e que tenha o número de integrantes (atualmente 15 titulares e 15 suplentes) ampliado. Outra idéia é estipular que os pedidos de vista e outros prazos regulamentares sejam contados em dias úteis, em vez de sessões ordinárias. Do jeito que está hoje, segundas e sextas-feiras costumam não contar prazo, por falta de quórum para sessões, o que atrasa processos. O fim do voto secreto, que o conselho também encampa, é mais complicado, por envolver mudança constitucional. ?Tem algumas pessoas que querem acabar com o Conselho de Ética. São deputados da CCJ que boicotam o trabalho. Tenho certeza de que essas pessoas votaram pelas absolvições para tumultuar mais?, afirmou Izar.

Relacionadas