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Nº 5731
Nacional

Rana depende de decis�o diplom�tica

| Folhapress São Paulo O Líbano enviou ontem ao Brasil o pedido de extradição da economista libanesa Rana Abdel Rahim Koleilat, 39, presa no domingo passado em São Paulo. Ela é acusada no Líbano de participação em um dos maiores golpes bancários daque

Por | Edição do dia 16/03/2006 - Matéria atualizada em 16/03/2006 às 00h00

| Folhapress São Paulo O Líbano enviou ontem ao Brasil o pedido de extradição da economista libanesa Rana Abdel Rahim Koleilat, 39, presa no domingo passado em São Paulo. Ela é acusada no Líbano de participação em um dos maiores golpes bancários daquele país -US$ 1,2 bilhão (R$ 2,56 bilhões em valores atuais). O dinheiro teria sido desviado para financiar o atentado que, em 2005, matou o primeiro-ministro Rafik Hariri. O governo do Líbano solicitou que Rana seja mantida sob custódia até que o requerimento chegue pelas vias diplomáticas ao Brasil. O Itamaraty e a Embaixada do Líbano disseram que ainda desconhecem o pedido. Apesar de não haver um acordo de extradição entre os dois países, o chanceler libanês, Fawzi Salloukh, afirmou que a suspeita de envolvimento de Rana no atentado que matou o premier libanês Rafik Hariri pode facilitar o processo. Isso porque, segundo ele, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) solicitou a todos os países que auxiliem nos desdobramentos do caso da morte de Hariri. O advogado da acusada, Victor Mauad, afirmou que vai contratar especialistas nessa área para evitar a extradição. “Tanto esse pedido quanto a prisão aqui no Brasil são ilegais”, disse. Transferência A Polícia Civil de São Paulo transferiu Rana da prisão depois que ela foi encontrada com ferimentos no pulso esquerdo. Koleilat estava em uma cela no 89º DP (Portal do Morumbi), na zona oeste, e foi levada para o GOE (Grupo de Operações Especiais), no Campo Belo (zona sul). Na manhã de ontem, Koleilat foi encontrada com ferimentos no pulso esquerdo na cela onde estava presa, no 89º DP. Koleilat foi socorrida e levada para o pronto-socorro do Campo Limpo (zona sul de São Paulo), onde recebeu um curativo e dois pontos. Ela retornou à cela pouco depois. Com a transferência, ela deve ficar sob vigilância de duas carcereiras por 24h. O delegado Antônio Chaves Martins Fontes, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária) afastou ontem a possibilidade de a libanesa ter tentado suicídio. “Ela queria chamar atenção e conseguiu”, disse Fontes. De acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública, o corte era pouco profundo e havia sido feito com a lâmina de uma apontador. Uma sindicância interna vai investigar como a libanesa teve acesso à lâmina. Prisão Rana foi presa por ter tentado subornar os policiais que a encontraram, em um flat na zona norte da cidade. Ela foi localizada por meio de informações passadas por um denunciante anônimo que, segundo a polícia, falava com forte sotaque. Além da denúncia anônima, a polícia tinha um comunicado da Interpol e outro do consulado do Líbano. “Foi um grande mal-entendido causado pela nossa língua, o português, que ela [Rana] quase não entende. Minha cliente não entendia o que era dito pelos policiais, por isso não seria capaz de oferecer dinheiro a eles”, afirmou o advogado Victor Mauad. Segundo ele, a libanesa nega as acusações. Golpes supostamente aplicados pela libanesa no sistema bancário de seu país de origem poderiam ter financiado o atentado que causou a morte de Hariri, em fevereiro de 2005, conforme informado à polícia brasileira pelo Consulado do Líbano.

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