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Presidente do BC defende Palocci

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| Cláudia Trevisan Folhapress São Paulo - O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, defendeu o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, durante exposição, na sexta-feira, sobre a economia brasileira que fez a executivos de bancos estrangeiros instalados no País. Antes da chegada de Meirelles ao evento, os banqueiros já haviam dado declarações favoráveis a Palocci e reiterado que a economia está imune às turbulências na arena política. Depois de apresentar um cenário otimista para o crescimento, o emprego e a renda, Meirelles disse que gostaria de ?enfatizar o papel fundamental? do ministro na economia brasileira. Sem ser provocado, afirmou que Palocci possui uma ?combinação rara de qualidades?: raciocínio científico decorrente de sua formação médica, capacidade de absorção de situações complexas, habilidade política, serenidade e persistência. ?Gostaria de deixar registrada minha opinião pessoal?, justificou, para em seguida voltar a tratar da economia brasileira. Meirelles foi o principal convidado da solenidade de posse do CEO do HSBC no Brasil, Emilson Alonso, na presidência da Abbi (Associação Brasileira de Bancos Internacionais). Meirelles ajudou a criar a entidade em 1988 e é seu presidente de honra. O presidente do BC evitou a imprensa na chegada e na saída da solenidade. Márcio Cypriano, presidente do Bradesco e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), opinou que a situação de Palocci é ?desagradável?, por envolver questões de natureza pessoal, mas ressaltou que ?nem cogita? a saída do ministro. A possibilidade de Palocci se afastar do cargo também foi descartada por Geraldo Carbone, dirigente do BankBoston no Brasil e ex-presidente da Abbi. ?Acredito que há mais um jogo político provocado pelo ano eleitoral do que uma ameaça real de saída do ministro?, ponderou. De qualquer maneira, os banqueiros previram que a economia continuará imune às turbulências políticas, como ocorreu até agora. O presidente da Febraban destacou que o governo atual conseguiu separar a condução da economia dos problemas políticos. ?Apesar de todos os problemas que têm havido, o dólar continua em baixa e a bolsa, em alta?, disse.

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