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Ex�rcito volta a ocupar favela carioca
| Raphael Gomide Folhapress São Paulo - Uma semana depois de substituir a operação maciça por ações pontuais em favelas do Rio, o Exército voltou a usar suas tropas para ocupar uma comunidade, na tarde de ontem. Uma companhia do 1º Batalhão de Polícia do Exército, com o efetivo entre 150 e 200 homens, tomou a favela do Dique, em Jardim América (zona norte da cidade), cuja venda de drogas é controlada pela facção criminosa Comando Vermelho. Segundo o Comando Militar do Leste (CML), o objetivo da operação era cumprir um mandado de busca e apreensão relacionado ao Inquérito Policial Militar (IPM) que apura o rouba de 11 armas do Estabelecimento Central de Transportes, em São Cristóvão. Outra meta do grupo seria a prisão de um dos supostos assaltantes, um criminoso civil. Dois ex-militares - o ex-cabo Joelson Basílio da Silva, 23, e do ex-soldado Carlos Leandro de Souza, 22 - já confessaram participação no roubo e estão presos. Um sargento que estava de serviço na madrugada do dia 3 foi acusado pelos dois de conivência. Ele é o único militar da ativa suspeito de ter participado do assalto. A operação de ontem foi a primeira do Exército nas ruas desde que anunciou a recuperação dos dez fuzis e de uma pistola, no dia 13, após operação na Rocinha. A Folha de S.Paulo revelou que a Força negociou sigilosamente a recuperação das armas e já tinha posse delas desde o domingo, dois dias antes do anúncio oficial, posterior a uma megaoperação na Rocinha. O Ministério Público Militar vai pedir a prorrogação da prisão temporária, por mais cinco dias, dos dois ex-militares já detidos. A denúncia oficial deve sair ainda esta semana. Identificação O IPM já identificou dois ex-militares, um militar e ao menos quatro civis que participaram da ação de roubo das armas, na madrugada do dia 3. Até quinta-feira, os supostos autores do roubo devem ser denunciados pelo MPM, informou a assessoria do órgão. Os promotores militares, integrantes do grupo que acompanha o IPM, pretendem pedir a prisão preventiva dos indiciados. A prisão temporária, por cinco dias, só pode ser renovada por mais cinco, o que acabou de ser feito. A prisão preventiva não tem prazo de expiração.