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Curitiba re�ne 190 pa�ses em debate
| Folhapress Curitiba As discussões sobre meio ambiente que ocorrerão na capital do Paraná ao longo de 12 dias, iniciadas ontem, foram divididas nos seguintes eixos: a criação e implementação de áreas protegidas, o acesso a recursos genéticos, a proteção de conhecimentos tradicionais da sociobiopirataria e o compartilhamento com comunidades locais dos benefícios advindos desse uso e como avaliar se as diretrizes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) estão sendo de fato respeitadas pelos seus 188 países signatários (incluindo a Comunidade Européia). Participam dos debates cerca de 6 mil representantes de mais de 190 países, entre integrantes das delegações estrangeiras, observadores, cientistas e representantes da ONU. Esses foram os temas dos quatro grupos permanentes de trabalho criados na última conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-7), ocorrida há dois anos, na Malásia. E são eles que deverão nortear as duas semanas de debate internacional sobre meio ambiente que se iniciam em Curitiba com a abertura da 8ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8). ?Os grupos de trabalho discutiram nesses dois anos e trouxeram algumas sugestões de como tratar no âmbito internacional desses quatro temas. É durante a conferência que os países signatários avaliam e decidem pela adoção ou não dessas propostas e também daquelas apresentadas pelo secretariado da convenção?, explicou a diplomata brasileira Adriana Tescari. A discussão sobre o tema mais espinhoso da COP-8 mal começou, mas os organizadores já admitem que será difícil chegar a um acordo sobre o acesso a recursos genéticos derivados da biodiversidade e à repartição de benefícios oriundos deles. O tema vinha sendo considerado o ponto focal da conferência. A idéia é que os países detentores da maior parte da diversidade biológica da Terra, bem como as populações tradicionais, que utilizam há milênios os recursos de espécies animais e vegetais, sejam recompensados por dar uso econômico a esse potencial. Há o compromisso para transformar essa idéia num regime internacional de acesso e repartição de benefícios. ?A posição brasileira [nas negociações] será em favor do direito soberano das nações sobre esses recursos??, disse o embaixador Antônio de Aguiar Patriota, do Ministério das Relações Exteriores. ?O Brasil é rico em biodiversidade e riquíssimo em conhecimentos tradicionais, e por isso queremos resguardar tanto a soberania nacional quanto os direitos das comunidades tradicionais sobre esses recursos??, completou Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.