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Imagem do congresso est� abalada para opini�o p�blica

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| ARODRIGO RÖTZSCH Folha Online A recuperação da imagem do Congresso detectada na penúltima pesquisa Datafolha não resistiu às absolvições dos deputados Roberto Brant (PFL-MG), Professor Luizinho (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Em fevereiro, antes de o plenário da Câmara absolver os três deputados suspeitos de envolvimento no mensalão, o Datafolha apontou uma melhora na avaliação dos parlamentares. Na pesquisa feita nos dia 16 e 17 de março, ela voltou a piorar. Agora, 41% dos entrevistados dizem que os senadores e deputados atualmente no Congresso têm um desempenho ruim ou péssimo. São oito pontos porcentuais a mais do que em fevereiro, mas ainda menos do que os 48% de agosto, quando a desaprovação ao Congresso atingiu os níveis mais altos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Diminuiu o número daqueles que consideram o desempenho dos parlamentares regular. Esses são agora 37% dos entrevistados, contra 43% no mês passado. O índice dos que julgam que a atuação dos congressistas é boa ou ótima oscilou negativamente, no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais. Eram 16% em fevereiro, e agora são 14% dos entrevistados. Os índices de desaprovação ao Congresso sobem com o grau de instrução e o poder aquisitivo dos entrevistados. No grupo que só estudou até o ensino fundamental, 35% consideram ruim ou péssima a atuação do Congresso. Esse número sobe para 54% na faixa que chegou ao ensino superior. Entre os mais pobre, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos, dá a pior avaliação para os parlamentares em 38% dos casos. Entre aqueles cuja renda familiar mensal supera os dez salários mínimos, é de 51% o índice dos que desaprovam o Congresso. Em São Paulo, a avaliação do Congresso é ainda pior do que no resto do País: no Estado, 47% consideram o desempenho dos parlamentares ruim ou péssimo; 34%, regular; e 12%, ótimo.

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